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20/10/2020

beleza perigosa! 3 tendências de beauty que você deve seguir somente com orientação médica [dicas dos médicos]


Você já pensou em fazer algum procedimento facial porque está na moda? Se a sua resposta foi "sim", leia esta publicação e veja por que nem sempre é seguro fazer o que está em evidência. É sempre bom falar e reiterar que um profissional de confiança deve ser sempre consultado antes de tomar qualquer decisão acerca de procedimentos invasivos e sobre tratamentos com produtos que você não conhece.

Vem conferir as informações de médicos que lidam com tratamentos estéticos diariamente!


Quando se trata de cuidados com a pele, parece que sempre há uma nova tendência. É necessário tomar muito cuidado com os modismos populares de cuidados com a pele ou de tratamentos estéticos. Nem todas as pessoas estão aptas a passar por algum procedimento, por isso a indicação médica é fundamental sempre. Abaixo, as três principais tendências que reforçam a ideia de que nem todo modismo está isento de perigo:

Harmonização facial e injetáveis nem sempre são seguros
A aplicação de toxina botulínica e substâncias preenchedoras para rejuvenescer a face têm ficado cada vez mais populares. O problema é que, com a demanda por injetáveis crescendo cada vez mais, começam a surgir versões mais baratas destes procedimentos, que apesar de parecerem um bom negócio à primeira vista, podem trazer sérias complicações, ainda mais se forem aplicados por profissionais não-médicos. “A aplicação de produtos de qualidade duvidosa pode levar a consequências como irritações, reações inflamatórias, alergia e infecções”, alerta a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Quando falamos de preenchedores, o cuidado deve ser ainda maior, pois ainda hoje são utilizadas substâncias como o metacrilato, um preenchedor permanente e de baixo custo que, apesar de ter registro na ANVISA, possui uma grande taxa de complicações a longo prazo, podendo provocar o aparecimento de nódulos endurecidos e avermelhados que necessitam de cirurgia para serem retirados”, destaca a cirurgiã plástica. Dessa forma, é importante ressaltar que o procedimento deve ser realizado apenas por um médico, como um cirurgião plástico ou dermatologista. “Isso porque o procedimento requer grande conhecimento das estruturas faciais, visto que o rosto é uma região de grande vascularização, e destreza no manuseio de agulhas e cânulas por parte do profissional. Além disso, apenas o profissional especializado poderá realizar uma avaliação correta do seu rosto, tratando apenas as partes necessária para garantir um resultado natural e um procedimento sem complicações”, explica o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.


O tratamento antiacne sem prescrição pode piorar sua pele
A acne é uma doença inflamatória de pele que tem causa multifatorial e, se um dermatologista não for consultado, o corpo pode não responder tão bem ao tratamento. Na verdade, pode haver até mesmo um processo de piora: o chamado efeito rebote. “Existem alguns produtos que secam demais a pele, dando a impressão do controle da oleosidade, porém o sistema biológico desenvolve mais óleo para dar o equilíbrio necessário. Este desenvolvimento com produção de mais óleo é chamado de efeito rebote e, associado à descamação da pele causada pelo ressecamento, aumenta o acúmulo da acne, piorando o processo infeccioso e formando comedões”, explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para um tratamento efetivo contra a acne, o primeiro passo é consultar um médico que fará uma verdadeira investigação para começar o tratamento. Em alguns casos, ele pode pedir um exame genético. Segundo o geneticista Dr. Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene, quando você sabe qual o genótipo de genes pró-inflamatórios, você consegue modular a expressão desse gene. “Então se é um processo inflamatório exagerado que está piorando a acne, o que você pode fazer: você genotipa alguns genes, o TNF-alfa é um deles que está associado com o processo inflamatório, e se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, você vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene”, diz o geneticista. “Isso significa que para haver essa adequação, você vai precisar de mais ativos orais ou tópicos em uma concentração maior, para frear essa maior produção, já que está sendo produzido em maior intensidade por esses dois alelos”, explica ele. E o exame pode ajudar até mesmo no controle da dieta, já que alguns alimentos estimulam a inflamação no corpo. “Então, se você tiver uma dieta adequada, você vai minimizar a inflamação sistêmica. E inclusive vai minimizar a inflamação na pele que está levando à acne”, diz o geneticista. Além disso, em alguns casos o médico pode indicar limpeza de pele feita por esteticista, que ajuda a limpar os cravos. E acredite: espremer o seu cravo em casa não é a mesma coisa que limpeza de pele. “Isso por que, quando você espreme um cravo, pode estar na verdade empurrando o sebo e as bactérias para o fundo do poro causando inflamação e até mesmo uma espinha. Podendo evoluir para uma cicatriz. O ideal é que a extração seja feita por uma profissional através da limpeza de pele para diminuir o risco de inflamações ao invés de alastrar o problema ainda mais”, afirma a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Aspiradores de poros podem causar lesões na pele
Cravos são um desconforto estético para muitas pessoas, que utilizam das mais diversas técnicas para se verem livres destes poros entupidos de sebo e óleo. Uma dessas técnicas consiste na remoção das impurezas presentes nos poros por meio de gadgets conhecidos como removedores de cravos ou aspiradores de poros. Mas, afinal, esses aparelhos realmente funcionam? “Ao contrário dos cosméticos, que atuam sobre os cravos através da esfoliação e dissolução do sebo e células mortas, os removedores de cravos utilizam a sucção para extrair fisicamente as sujidades de dentro dos poros”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff. “O problema é que esses aparelhos podem ser perigosos quando utilizados da maneira incorreta, pois a grande pressão exercida pelo dispositivo sobre a pele pode provocar o surgimento de lesões como cicatrizes, manchas, vasinhos e hematomas.” Segundo a dermatologista, o uso do aparelho é ainda mais arriscado para pacientes que sofrem com rosácea, pele sensível ou vasinhos no rosto, já que a força da sucção pode agravar essas condições. “Além disso, esses aparelhos também são pouco eficazes e funcionam apenas como uma solução temporária, já que os poros tendem a entupir novamente após certo tempo”, alerta a especialista. Além da rotina de skincare recomendada pelo dermatologista, sessões de limpeza de pele com um profissional capacitado são fundamentais para a extração dos cravos já instalados na pele. Existem também medicamentos orais que podem acabar definitivamente com o problema em casos mais graves. “Caso você sofra constantemente com cravos e espinhas, o ideal é que você consulte um dermatologista”, finaliza a Dra. Paola.



FONTES:

DRA. CLAUDIA MARÇAL
É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

DRA. BEATRIZ LASSANCE
Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

DR. PAOLO RUBEZ
Cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP.

DRA. PAOLA POMERANTZEFF
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.
DR. MARCELO SADY
Pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu, o Dr. Marcelo Sady possui mais de 20 anos de experiência na área. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem, o especialista é professor, orientador e palestrante. Autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados, o Dr. Marcelo Sady fez parte do Grupo de Pesquisa Toxigenômica e Nutrigenômica da FMB – Botucatu, além de coordenar e ministrar 19 cursos da Multigene nas áreas de genética toxicológica, genômica, biologia molecular, farmacogenômica e nutrigenômica.

22/05/2020

acne persistente: separamos 10 dicas para acabar de vez com esse problema [dicas da médica]

Quantas vezes (ou por quanto tempo) você já sofreu com a acne, principalmente aquela do tipo vai-e-volta? Pois é...

Pensando no tanto de coisas que já passei na vida com a acne - e apesar de, por sorte, essas situações não terem sido casos terríveis e difíceis de resolver, bastando para isso me dedicar a cuidados simples de limpeza, esfoliação, hidratação e protetor solar específicos para meu tipo de pele, que é bem oleosa - sei o quanto é possível sofrer com esse problema.

Além de ser uma doença que pode chegar até a doer ou a incomodar muito, ela atinge em cheio a autoestima, principalmente no período de maior vulnerabilidade emocional, ou seja, na adolescência.



Por tudo isso, acho bem bacana poder compartilhar por aqui, as dez dicas da Dra.Kédima Nassif, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que podem ser bem úteis na hora de lidar com essa doença. Vem!

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Espinhas são realmente muito desagradáveis: atrapalham esteticamente, causam dor e, muitas vezes, são insistentes e demoram a desaparecer. Você sente que já tentou de tudo, mas ainda não conseguiu se livrar delas? Pode ser que você não a esteja tratando da maneira correta. Por isso, a Dra. Kédima Nassif apresenta algumas dicas que vão ajudar a fazer o problema desaparecer - ou pelo menos, ajudar a diminuir sua intensidade:

1. Trate a acne por pelo menos 4 semanas
Muitas pessoas são imediatistas e acabam desistindo do tratamento em poucos dias ao ver que as espinhas não estão desaparecendo. É muito comum, por exemplo, a acne primeiro piorar – como reação compensatória do organismo – para depois melhorar. Além disso, evite ficar mudando de produto, pois o uso de vários produtos diferentes pode irritar a pele, causando novos problemas. Para notar eficiência, você deve manter um tratamento por, pelo menos, quatro semanas, que é o período que geralmente os efeitos de melhora começam a aparecer; eles podem levar até 2 meses. Após melhora significativa, é importante manter a pele bem cuidada para evitar o retorno da doença.



2. Ataque as diferentes causas
Se chegar ao fim da quarta semana e não notar nenhuma melhora, aí sim é hora de adicionar um segundo produto ao seu plano de tratamento. Essa abordagem pode ajudar a atacar as diferentes causas da acne, que podem ser: bactérias, entupimento dos poros, oleosidade e inflamação. Obviamente, o segundo tratamento deve atacar uma causa diferente da acne. Por exemplo, se você estiver usando um tratamento para acne que contenha peróxido de benzoíla, o segundo tratamento deve conter outro ingrediente para combater a acne. Algumas boas opções são os retinóides, que desobstruem os poros, aceleram a renovação celular e reduzem a oleosidade; o ácido salicílico, que combate a inflamação e o próprio peróxido de benzoíla, que tem ação secativa para combater a bactéria P.Acnes.



3. Siga as instruções dos produtos e do seu dermatologista
Embora o uso de um tratamento para acne possa parecer bastante direto, a quantidade de produto e a frequência com que você o utiliza pode fazer grande diferença, por isso é essencial seguir as instruções do produto e do seu médico.



4. Lave o rosto duas vezes ao dia e após o suor excessivo
A pele com tendência à acne é bastante sensível, logo, lavar mais de duas vezes ao dia pode causar irritação, provocando a acne. Nesse caso, o ideal é lavar o rosto logo ao acordar e antes de deitar para dormir. Fora isso, lave apenas após momentos de transpiração.



5. Use produtos de beleza que não causem acne
É necessário ler a embalagem e optar por rótulos que informam que o produto é não oleoso, não acnegênico, não comedogênico e que não obstrui os poros.



6. Não cutuque e nem estoure as espinhas e cravos
Estourar uma espinha pode parecer a maneira mais rápida de removê-la, mas só piora as coisas. Toda vez que você toca, pega ou espreme, acaba agravando a inflamação, além de deixar marcas na pele difíceis de remover.

7. Não esfregue a pele do rosto
Peles com tendência à acne são propensas a irritações, o que pode agravar o quadro. Lave seu rosto e as demais parte do corpo de maneira suave, sem esfregar as mãos e nem a toalha na hora da secagem.

8. Espalhe a medicação em toda a pele da região, não apenas nas erupções
A aplicação da medicação em uma camada fina, na pele com tendência à acne, ajuda a tratar as erupções existentes e a prevenir novos surtos.



9. Lave suas roupas, chapéus e outras coisas que tocam sua pele
Células mortas da pele, bactérias e sujeira se acumularão nas superfícies, o que causa entupimento dos poros. Por isso, lave tudo o que toca a sua pele. Uma dica valiosa é mudar seus lençóis toda semana e sua fronha duas ou três vezes por semana.



10. Procure ajuda dermatológica
Se o problema persistir mesmo após essas dicas, um dermatologista pode ajudar. Com os tratamentos atuais da acne e a experiência de um profissional capacitado, todos os casos de acne podem ser resolvidos. O dermatologista adaptará um plano de tratamento às necessidades exclusivas de cada paciente.



Para saber tudo:
DRA. KÉDIMA NASSIF, Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

07/05/2020

como cuidar das unhas durante a pandemia de covid-19: higiene e corte são fundamentais para prevenir contaminação pelo vírus [dicas médicas]


Você faz parte das pessoas que gostam de frequentar a manicure toda semana ou é daquelas que gosta de cuidar das unhas por conta própria? 

Bem, seja um caso, seja o outro, provavelmente sua rotina deve ter mudado - muito ou um pouco - devido ao isolamento social imposto pela pandemia de covid-19. Muitas pessoas deixaram de frequentar os salões de beleza, deixaram de receber as profissionais de beauty em casa ou, simplesmente, pararam de pintar as unhas, com o pensamenteo de que "né, como estamos confinadas em casa... pra quê?".


Mas, sabe que manter a sua rotina de cuidados também é uma forma de prevenir o contágio pelo coronavírus? Como assim? No texto abaixo, a farmacêutica Luisa Saldanha fala a respeito do assunto.

Como cuidar das unhas durante a pandemia de covid-19: higiene e corte são fundamentais para prevenir contaminação pelo vírus

Unhas sujas e grandes criam ambiente propício para proliferação de microrganismos, como o coronavírus. Confira dicas para manter as unhas limpas e evitar o contágio pelo vírus

Devido à pandemia do coronavírus, nós devemos tomar uma série de cuidados para impedir sua proliferação, como permanecer em isolamento social, evitar o compartilhamento de utensílios pessoais e, principalmente, higienizar as mãos, frequentemente, com água e sabão. Porém, outro cuidado menos comentado que também devemos tomar é com relação às unhas. “A parte de baixo das unhas é uma área de difícil acesso e higienização, o que faz com que elas acumulem grande sujidade e se tornem um ambiente propício para a proliferação e sobrevivência de microrganismos transmissores de patologias, como o coronavírus”, explica Luisa Saldanha, farmacêutica e diretora científica da Pharmapele.

Por isso, a recomendação mais adequada é que você corte as suas unhas com frequência, de preferência a cada três dias, para impedir o acúmulo de impurezas, vírus, fungos e bactérias. “É imprescindível também que você evite levar as unhas à boca, seja para roê-las ou para remover aquela cutícula que pode incomodar, pois as mucosas, como a da boca, são uma das principais vias de transmissão do coronavírus”, alerta a farmacêutica. “Além disso, o hábito de roer as unhas também abre machucados que servem de porta de entrada para vírus, bactérias e fungos. Por isso, o ideal é manter as unhas sempre aparadas, o que ajuda até mesmo a parar com o vício de roê-las.”


O problema é que, por vaidade, muitas pessoas preferem deixar as unhas crescerem, seja naturalmente ou através de técnicas para aumentar seu tamanho, como alongamentos e aplicação de unhas postiças. Então, caso você opte por manter as unhas longas, é importante redobrar os cuidados com a higienização. “Na hora de lavar as mãos, não se esqueça de passar água e sabão também nas unhas, escovando-as para garantir que as impurezas e os microrganismos sejam removidos por completo”, destaca Luisa.

Além dos cuidados de higiene, é importante também que você não retire a cutícula: “Essa prática facilita a entrada de microrganismos que causam infecções. Então, caso as cutículas te incomodem, o ideal é utilizar produtos que proporcionem hidratação e emoliência para manter as cutículas bonitas sem precisar retirá-las”, sugere a especialista. Outro cuidado fundamental nesse período é remover os esmaltes após um curto tempo de uso. “Conforme o esmalte descasca, formam-se elevações propícias para que os microrganismos se alojem e se proliferem, facilitando sua transmissão”, afirma. Por fim, na hora de fazer as unhas, a farmacêutica Luisa Saldanha ressalta que você deve se lembrar das recomendações do Ministério da Saúde sobre não compartilhar utensílios pessoais e utilizar suas próprias ferramentas para cuidados com as unhas, como esmaltes e alicates. 

E, aí, bora colocar as garras em dia?!

27/04/2020

usar produtos de marcas diferentes pode ser prejudicial à pele do rosto?


Hoje as dicas por aqui são relacionadas a como cuidar de cada tipo de pele (oleosa, seca e mista) e também tirar algumas dúvidas sobre se podemos usar produtos de marcas diferentes em nossa rotina de cuidados com a pele. Vem conferir as informações que o Dr. Jardis Volpe nos passou.



Usar produtos de marcas diferentes
 pode ser prejudicial 
à pele do rosto?

Durante a rotina de skincare, é comum as pessoas misturarem alguns produtos no rosto com o objetivo de obter uma pele mais saudável, sem ter o conhecimento se isso pode ser benéfico ou não. O dermatologista Dr. Jardis Volpe esclarece as dúvidas e ainda explica como cuidar da pele oleosa, seca e mista.

As marcas de dermocosméticos, geralmente, costumam dizer que é errado mesclar produtos de linhas distintas para cuidar da pele facial. Segundo elas, investir em toda a linha da marca é essencial para a limpeza, esfoliação, tonificação e hidratação do rosto, pois os cosméticos são formulados para uma sequência. Mas isso é verdade ou uma estratégia de marketing? “Todas as marcas têm bons e maus produtos, é necessário prestar sempre atenção nas formulações, pois se todas as linhas oferecessem sabonetes livres de irritação e abrasão, tônicos sem grandes medidas de álcool e, principalmente, hidratantes sem conservantes, a exemplo do parabenos, essa ideia seria válida”, afirma o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Para o médico, é normal achar marcas com excelentes hidratantes e fotoprotetores inapropriados e também encontrar linhas de sabonetes que provocam irritação e máscaras com alta hidratação. “Tudo varia conforme a pele do paciente e da maneira como sua pele é tratada, sendo assim, é indispensável a presença de um dermatologista para a prescrição dos produtos”, afirma o Dr. Jardis.

As pessoas não se vestem com roupas de apenas um estilista ou só tomam remédios de uma indústria farmacêutica, então, o mesmo conceito pode ser aplicado aos produtos da pele, de acordo com o dermatologista. “Para uma rotina de skincare efetiva, é ideal fazer a seleção dos produtos que funcionem melhor e sejam necessários para o seu tipo de pele. Portanto, a mistura é muitas vezes importante”, conta.

Mas, então, qual produto é o certo para o rosto? O dermatologista dá a solução, de acordo com as características da pele:

PELE OLEOSA – Bem comum no Brasil, nesse tipo de pele estão presentes a acne, os poros dilatados e o brilho excessivo, além de uma aparência mais congestionada. “É a pele na qual os cravos aparecem com mais facilidade e há a produção de gordura em grandes quantidades, dificultando o controle do brilho facial”, afirma. Para essa pele, o sabonete deve ser de preferência líquido e utilizado de duas a três vezes ao dia. Logo em seguida, é usada uma loção tônica adstringente que pode conter até 5% de álcool, para não deixar o tecido irritado. “Essa pele precisa ser lavada e hidratada em sequência, com produtos oil control e que proporcionem o efeito mate. A falta de hidratação pode ocasionar o efeito rebote – que é quando a pele fica seca demais e, para compensar, o organismo repõe esse filme gorduroso com mais oleosidade. Os hidratantes, usualmente, são recomendados em séruns, loções oil free, oil control ou na forma de gel. No caso do filtro solar, ele deve ter um fator de proteção acima de 30 e ter um toque seco. Em relação à noite, a utilização de ácido retinoico e substâncias como peróxido de benzoíla podem ser essenciais em determinados casos.


PELE SECA - Tem como principal característica a dificuldade na produção de ácidos graxos ou ômegas, que são gorduras saudáveis para o corpo e que também formam a membrana hidrolipídica, revestindo o tecido e promovendo um aspecto mais luminoso. “A pele seca é conhecida por ser mais sensível, áspera e, às vezes, ter um tom muito avermelhado, apresentando também sinais de rugas mais precoces”, explica o médico. Geralmente, esfoliações não são aplicadas nessa pele, sendo tônicos com fator calmante e hidratante à base de aminoácidos, sem álcool, uma boa solução para esse problema. “Os hidratantes devem ser mais potentes, em meios mais repletos de lipídios. Eles também devem impedir que a água saia da pele e ter em sua fórmula alguns lipídios formadores da membrana hidrolipídica”, conta o médico. É fundamental para esse tipo de pele um creme próprio para a região dos olhos. “Após a hidratação da pele, é recomendado, depois de alguns minutos, passar diariamente o filtro solar, com FPS acima de 30 e de consistência mais cremosa”, explica Dr. Jardis. À noite, para complementar a limpeza e a tonificação, use hidratantes com maior poder nutritivo.

PELE MISTA – Há uma mescla entre oleosidade e ressecamento na pele, sendo a testa, o nariz e o queixo as áreas mais oleosas devido à presença das glândulas sebáceas. “Para a pele mista, deve ser feita uma higienização com o sabonete líquido e uma aplicação de loção tônica adstringente na região oleosa. Nas outras partes do rosto, a pele pode ser hidratada com loções mais suaves, séruns e produtos que conservam a água na pele”, diz o dermatologista. Nesse caso, a fotoproteção pode ser utilizada com os BB, CC creams ou, praticamente, um filtro solar sobre um bom hidratante. De noite, é aconselhável o paciente repetir o processo de lavagem de rosto e tonificação da pele, com atenção redobrada às regiões oleosas e, de acordo com a idade da pessoa, usar a vitamina C, o ácido retinoico ou outros produtos indicados pelo dermatologista.

FONTE:
DR. JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. 

01/04/2020

posso usar produtos corporais de beleza no rosto?



Quantas vezes você já usou produtos específicos para o corpo e pensou: "hum, será que fiz bem? Posso usar produtos para o corpo no rosto, isso pode prejudicar a minha pele?". Nós já e confessamos que, depois de ler muito a respeito, de participar de workshops de beleza e de muitas conversas com as marcas e com nosso dermatologista, paramos de fazer isso.

A seguir, a gente esclarece essa dúvida que muitas leitoras já nos perguntaram, várias vezes aqui no blog, com informações da Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Posso usar produtos corporais de beleza no rosto?

A pele do rosto e do restante do corpo possuem texturas diferentes. A Dra. Paola Pomerantzeff explica os riscos que a pele pode sofrer com essa prática e sugere algumas dicas. 

Já que a pele é uma extensão só, não tem problema usar no rosto os mesmos produtos que uso no restante do corpo, correto? A resposta é não. A pele do rosto tem lubrificação e características diferentes do restante do corpo, além de ser mais fina. Por isso, nada de passar esfoliante corporal no rosto e hidratante de corpo na face. A dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica os riscos que essa prática pode causar à pele:

SABONETE CORPORAL NO ROSTO – Por ter pH incompatível com a pele do rosto, o sabonete corporal, se usado dessa forma, pode causar ressecamento e aumento da oleosidade. “Se a pele for oleosa, essa prática vai levar a uma desidratação e, em seguida, ao que chamamos de efeito rebote – que é uma produção excessiva de oleosidade, pois o organismo entende que houve uma agressão. Isso pode deixar a pele com excesso de brilho”, afirma a médica.

ESFOLIANTE DO CORPO NO ROSTO – Um esfoliante facial, de boa qualidade, deve ter partículas de pequeno ou médio porte, uniformes e de preferência de origem natural, como a seda do arroz retirada da casca deste alimento, das sementes de apricot, linhaça ou um triturado natural como as sementes de tâmara. “O esfoliante deve ter a capacidade de remover as impurezas sem agredir o tecido cutâneo. Para isso, deve apresentar em sua formulação produtos calmantes anti-inflamatórios, hidratantes e antissépticos. Já os esfoliantes corporais devem ter partículas maiores em relação às utilizadas no rosto, e de preferência, incorporadas em sabonetes cremosos, para uso no banho, ou misturadas a óleos naturais de fácil aplicação, promovendo uma esfoliação homogênea que resultará em uma pele mais fina e luminosa. Eles também podem conter partículas esfoliantes naturais, ou mesmo sal marinho embebido em óleos vegetais”, diz a médica, que completa: “Em resumo, as partículas maiores podem ser agressivas para o rosto, podendo deixar a pele avermelhada, machucada e sensibilizada, o que pode resultar em ressecamento e efeito rebote”.

HIDRATANTE CORPORAL NO ROSTO – Você não deve usar o mesmo hidratante do corpo para a face. Geralmente, o hidratante corporal é mais espesso, já que essa pele tem menos glândulas sebáceas e deve ser hidratada com produtos de veículos mais pesados. “Como a pele do rosto é mais sensível, você pode deixá-la por último e usar o seu hidratante facial de uso diário, que deve hidratar, mas pode ter princípios ativos antienvelhecimento, calmantes e que estimulem a produção de colágeno”, diz a médica. “Para quem não gosta de sobrepor muitos produtos, a vantagem é que hoje os protetores são mais versáteis, podendo ter ação de hidratação, ativo antiaging, um controlador da oleosidade, ingredientes calmantes e o protetor propriamente dito. Previne toda a ação do UV, que danifica o DNA da pele, diminui os impactos do ressecamento e tem uma ação nutritiva e antioxidante”, afirma a Dra. Paola. Além disso, muitos produtos de tratamento facial, como ácidos mais agressivos, podem ressecar a pele corporal, que pode ser hidratada após o banho com hidratantes variados.

PROTETOR SOLAR – Outro que possui consistência mais espessa, o protetor solar corporal não deve ser aplicado no rosto, pois pode deixar a pele mais oleosa. “Pessoas de pele mais seca devem investir em proteção solar facial hidratante, enquanto as de pele oleosa precisam de produtos com efeito mate, oil-free e antioleosidade”, finaliza a médica.

FONTE:

DRA. PAOLA POMERANTZEFF
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

14/02/2020

falta de proteção UV é o maior agressor dos cabelos no verão; saiba qual produto usar


No verão, a gente tem de se proteger ainda mais dos raios do sol. Por isso, nunca é demais falar que, além da pele, o cabelo e o couro cabeludo também precisam de filtro solar para que não sejam prejudicados, principalmente pelos raios UV. 

Como muitas pessoas têm dúvidas sobre que produtos usar e como, compartilhamos a seguir as informações da Dra. Paola Pomerantzeff sobre o assunto.


Falta de proteção UV é o maior agressor dos cabelos no verão; saiba
qual produto usar

A Dra. Paola Pomerantzeff explica como o sol pode prejudicar o seu cabelo, caso não seja protegido corretamente.

Durante o verão, todo mundo sabe que a proteção solar para o rosto e corpo é essencial, mas o cabelo também deve receber atenção especial para não sofrer durante a estação, pois a combinação de calor, água salgada e cloro de piscina pode deixar os fios com aparência bastante ressecada. 

Estudos recentes revelam que a causa mais danosa aos cabelos durante o verão têm sido os raios ultravioletas do sol. “O nosso eixo capilar é composto de 80% a 90% de proteína. Como os raios UV têm capacidade de quebrar proteínas, é evidente que nosso cabelo sofre muito com a exposição ao sol”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

Então, como garantir que o cabelo esteja totalmente protegido? A dermatologista define que a melhor maneira de proteger o cabelo é usar um protetor UV: “assim como não podemos sair sem aplicar protetor solar na pele, o mesmo vale para o nosso cabelo. Os bloqueadores capilares funcionam tanto para a proteção dos fios quanto do couro cabeludo”, afirma.

Porém, é importante, para uma proteção satisfatória, escolher o filtro adequado. “O protetor precisa ser específico. Você não pode usar o protetor de corpo no cabelo, pois, como ele é um creme, não consegue atingir toda a fibra capilar. Além disso, o couro cabeludo pode ficar muito oleoso com esse produto”, explica a dermatologista. Os cabelos coloridos são os que mais sofrem com a exposição solar desprotegida, como explica a dermatologista: “A oxidação provocada pelo sol facilita a perda de pigmentos artificiais. Isso pode deixar a cor do cabelo apagada ou até manchada com o passar do tempo”.



Como proteger os fios antes e depois da exposição? A fórmula, necessariamente, precisa conter filtro contra raios UV. Alguns produtos, do tipo leave-in, saem rapidamente quando em contato com a água, então, o ideal é investir em uma linha de tratamento completa, que cuide do cabelo antes, durante e depois da exposição solar. A forma de utilização varia de um para o outro, porém, de forma geral, o produto deve ser aplicado nos cabelos ainda úmidos, mecha a mecha, massageando da raiz em direção às pontas. “Quando o uso é feito na praia ou na piscina, você deve espalhar o produto pelos fios antes da exposição e reaplicar depois de cada mergulho ou a cada duas horas”, recomenda a médica, que finaliza: “Não pense que o uso é necessário apenas na praia ou na piscina. Assim como devemos fazer com a pele, o uso do protetor solar no cabelo é indicado diariamente, quando a pessoa está em exposição direta, mesmo nos dias nublados. Outra forma de proteção é o uso de chapéus com proteção UV”, finaliza.

FONTE: 

DRA. PAOLA POMERANTZEFF
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

29/01/2020

perguntas e respostas sobre tudo que você precisa saber para evitar os danos do sol na pele


Hoje a gente reuniu, neste post, algumas perguntas e respostas sobre os cuidados que devemos ter quando falamos em fotoproteção. No verão estamos muito mais expostos ao raios solares, já que todo mundo quer aproveitar uma praia/piscina, além de outras atividades ao ar livre. 

Tudo isso é muito bom, mas claro que não devemos abrir mão dos cuidados com a pele, né? Vamos levar a proteção solar a sério e com responsabilidade? Combinado? 

Pra nos ajudar a saber ainda mais sobre como podemos nos proteger, vem conferir as informações do Dr. Jardis Volpe sobre as melhores práticas para evitar os danos do sol na pele.


Perguntas e respostas sobre tudo
 que você precisa saber para
 evitar os danos do sol na pele

Em perguntas e respostas, médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca os principais pontos para 
evitar que a radiação UVA e UVB comprometa a saúde da sua pele
Se você sabe da importância da fotoproteção diária, mas ainda tem uma série de dúvidas, preparamos um guia de perguntas e respostas para tornar tudo mais claro. O dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explica abaixo, tim-tim-por-tim-tim, o que você precisa saber sobre fotoproteção:

Quem precisa de protetor solar?

Todos. “O uso de protetor solar pode ajudar a prevenir o câncer de pele, protegendo contra os raios ultravioleta nocivos do sol. Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, independentemente da idade, sexo ou raça”, afirma o dermatologista.

Que filtro solar devo usar?

Para proteger sua pele dos raios nocivos do sol, você deve usar um protetor solar que ofereça, no mínimo, FPS 30, proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água. “Nem todos os protetores oferecem esses três itens essenciais. Geralmente, os fotoprotetores que diminuem os danos provenientes do sol são formulados com antioxidantes específicos”, afirma o dermatologista.

Quando devo usar protetor solar?

Todos os dias. “O sol emite raios UV nocivos durante todo o ano. Mesmo em dias nublados, até 80% dos raios UV nocivos podem penetrar na sua pele. A areia, a água e até mesmo a neve aumentam a necessidade de filtro solar porque refletem os raios do sol”, diz o dermatologista. Se estiver na praia, mesmo embaixo do guarda-sol, o uso do produto é recomendado: “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol, por exemplo, não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8”.

Quanto protetor solar devo usar e com que frequência devo aplicá-lo?

“Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta. No caso do corpo, o consenso é aplicar: uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (1 para a frente e 1 para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás).

Qual a diferença entre os raios UVA e UVB?

A luz solar consiste em dois tipos de raios nocivos que atingem a terra: raios UVA e raios UVB. A superexposição a um dos dois pode levar ao câncer de pele. “Os raios UVA podem envelhecer prematuramente a sua pele, causando rugas e manchas senis, e podem atravessar o vidro da janela. Já os raios UVB são a principal causa de queimaduras solares e são bloqueados pelo vidro da janela”, diz. Definitivamente, o dermatologista faz um alerta: “Não há maneira segura de se bronzear. Toda vez que você se bronzeia, você danifica sua pele. À medida que esse dano aumenta, você acelera o envelhecimento da pele e aumenta o risco de todos os tipos de câncer de pele.”

Que tipo de protetor solar devo usar?

O melhor tipo de filtro solar é aquele mais adequado ao seu tipo de pele e que você vai poder repassar sem sentir a pele oleosa ou seca demais. “No geral, os cremes são mais indicados para as peles secas, enquanto os géis são indicados para peles oleosas”.



Qual é a diferença entre filtros solares químicos e físicos?

Os filtros solares químicos funcionam como uma esponja, absorvendo os raios do sol. Eles contêm um ou mais dos seguintes ingredientes ativos: oxibenzona, avobenzona, octisalato, octocrileno, homosalato e octinoxato. Estas formulações tendem a ser mais fáceis de esfregar na pele sem deixar um resíduo branco. “Já os filtros solares físicos funcionam como um escudo, uma barreira de tijolos na superfície de sua pele e que desviam os raios do sol. Eles contêm os ingredientes ativos óxido de zinco e/ou dióxido de titânio. Opte por este protetor solar se tiver pele sensível. O ideal é que tenha os dois tipos de proteção.”

Um FPS de alto número é melhor que um número baixo?

Dermatologistas recomendam usar um filtro solar com um FPS de pelo menos 30, que bloqueia 97% dos raios UVB do sol. “Produtos com FPS mais altos bloqueiam um pouco mais dos raios UVB do sol, mas nenhum protetor solar pode bloquear 100% dos raios UVB do sol”, afirma.

Como posso proteger meu bebê ou criança do sol?

Segundo o médico, os pais devem evitar expor bebês menores de 6 meses aos raios solares. “A melhor maneira de proteger os bebês do sol é mantê-los à sombra o máximo possível, além de vesti-los com mangas compridas, calças, chapéu de abas largas e óculos escuros. Certifique-se também de que eles não estão sobreaquecidos. Se o seu bebê está agitado, está chorando excessivamente ou tem vermelhidão em qualquer pele exposta, leve-o para dentro de casa”, afirma. O uso de protetor solar deve ser evitado, se possível, em bebês com menos de 6 meses. Após esse período, é necessário usar protetores especialmente desenvolvidos para crianças. Quando estiver ao ar livre, o protetor solar deve ser reaplicado aproximadamente a cada duas horas, ou com a frequência indicada pelo rótulo. “Protetores solares que usam os ingredientes óxido de zinco ou dióxido de titânio, ou filtros solares especiais feitos para bebês ou crianças pequenas, podem causar menos irritação na pele”, diz.



Posso usar o protetor solar que comprei no verão passado ou preciso renovar?

Dermatologistas recomendam usar protetor solar todos os dias quando você está fora, não apenas durante o verão. Se você estiver usando protetor solar todos os dias e na quantidade correta, um produto não deve durar muito. “Se você encontrar uma garrafa de protetor solar que você não usa há algum tempo, aqui estão algumas orientações que você pode seguir: alguns filtros solares incluem uma data de validade. Se a data de validade já passou, jogue fora o protetor solar; se você comprar um protetor solar que não tenha uma data de validade, escreva a data em que comprou o filtro solar na embalagem. Dessa forma, você saberá quando jogá-lo fora pelo prazo após aberto. Você também pode procurar por sinais visíveis de que o filtro solar pode não ser eficiente. Qualquer mudança óbvia na cor ou consistência do produto significa que é hora de comprar outro”, explica.

Usar protetor solar limitará a quantidade de vitamina D?

Usar protetor solar pode diminuir a produção de vitamina D da sua pele. Se você está preocupado que não está recebendo vitamina D suficiente, você deve discutir suas opções para obter vitamina D com seu médico. “Muitas pessoas podem obter a vitamina D de alimentos e/ou suplementos vitamínicos. Essa abordagem fornece a vitamina D de que você precisa sem aumentar o risco de câncer de pele.”

Os protetores solares são seguros?

Usar filtro solar, procurar sombra e usar roupas de proteção são todos comportamentos importantes para reduzir o risco de câncer de pele. “Evidências científicas apoiam os benefícios do uso de filtro solar para minimizar os danos a curto e longo prazo da pele dos raios solares. As alegações de que os ingredientes da proteção solar são tóxicos ou que representam um perigo para a saúde humana não foram comprovadas.”

Como faço para tratar uma queimadura solar?

É importante começar a tratar uma queimadura o mais cedo possível. Além de impedir mais exposição aos raios UV, os dermatologistas recomendam o tratamento de queimaduras solares com banhos frios para reduzir o calor; hidratante para ajudar a aliviar o desconforto causado pelo ressecamento; creme de hidrocortisona que você pode comprar sem receita médica para ajudar a aliviar o desconforto; aspirina ou ibuprofeno, que ajudam a reduzir o inchaço, vermelhidão e desconforto; beber água extra para evitar a desidratação. “Se a sua pele estiver com bolhas, você terá uma queimadura de segundo grau. É hora de buscar ajuda médica”, finaliza.

FONTE:

DR. JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. www.clinicavolpe.com.br

13/01/2020

fuja do over: 7 exageros nos cuidados com a pele e cabelos que podem arruinar sua beleza



Hoje o assunto aqui é a respeito dos exageros que cometemos, muitas vezes, em nome da beleza - como tudo em excesso, esse exagero de cuidados, digamos assim, acaba nos prejudicando. 

Por isso, resolvemos compartilhar com você algumas informações bem bacanas de quatro médicos sobre o assunto que, com sua experiência, nos ajudam a sair dessas "ciladas". Vem conferir!



Fuja do over: 7 exageros nos cuidados com  a pele e com o cabelo que podem arruinar sua beleza

Dos fios de cabelo aos pés, saiba o que, em excesso, pode detonar a saúde da sua pele e do seu cabelo. 

Descubra sete momentos em que definitivamente o "menos é menos"

Você já deve ter ouvido que “tudo em excesso faz mal” e realmente existem muitos momentos na vida em que “um é bom e dois é demais”. Nos cuidados com a pele, isso não é diferente. Muitas vezes, podemos pensar que: lavar o rosto mais do que duas vezes ao dia pode ajudar a diminuir a oleosidade, usar muitos produtos aleatoriamente pode acelerar o rejuvenescimento da nossa pele, ou que ingerir os “superfoods” (os alimentos saudáveis da moda), em uma dose acima da recomendada, vai potencializar o efeito na pele... mas não! Não é assim que funciona! Para não sobrecarregar a pele e o cabelo, fique atento aos 7 exageros que – definitivamente – fazem mais mal do que bem à beleza:

1) Aplicar máscara capilar nos fios demasiadamente: embora esse produto faça parte da rotina de cuidados com o cabelo para mantê-lo saudável, é preciso tomar cuidado na hora de usar, pois, em exagero, o resultado pode não ser o esperado. “O uso frequente e em excesso de máscaras capilares, por exemplo, pode tornar o seu cabelo pesado e sem brilho. Isso por que as máscaras capilares são soluções concentradas para que possam atuar profunda e rapidamente. Logo, se forem utilizadas com muita frequência, o produto pode acabar se acumulando nos fios, tornando-os rígidos, opacos e quebradiços”, explica o Dr. Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Cabelos mais grossos, por exemplo, devem receber o tratamento com máscara capilar apenas uma vez por semana. Já os cabelos mais finos devem utilizar o produto a cada duas semanas”, explica. As máscaras capilares devem ser aplicadas apenas da metade dos fios até as pontas, pois é a região mais seca do cabelo, sempre evitando as raízes, já que o excesso do produto nesta área pode provocar o aumento da oleosidade no couro cabeludo, levando a problemas como a dermatite seborreica.

2) Lavar em excesso (overwashing): Muitas pessoas, principalmente com pele oleosa, abusam da limpeza facial com o objetivo de reduzir o brilho no rosto. O ideal é lavar o rosto de manhã e à noite, não mais do que isso, segundo a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O excesso de lavagem, ou seja, mais do que duas por dia, pode alterar a barreira de proteção da pele, gerar tanto ressecamento quanto o aumento da produção de oleosidade, além de poder causar uma dermatite de contato”, explica. Aumentar a oleosidade? Sim: “O excesso de lavagem altera a produção natural de oleosidade da pele, tornando a barreira de proteção alterada e deixando a pele mais suscetível ao ressecamento. Uma pele suscetível ao ressecamento vai, em contrapartida, ter uma produção maior de oleosidade, como uma reação do organismo para compensar – que é entendido como uma agressão. Se essa oleosidade passar do ponto, a pele sai de ressecada para extremamente oleosa”, completa a médica.

3) Esfoliar demais: A frequência com que se deve esfoliar o rosto é um fator que depende de cada tipo de pele, da estação do ano e dos procedimentos e tratamentos que estão sendo utilizados naquele momento. “E os intervalos precisam ser respeitados para que não irrite a pele, nem cause o efeito rebote, ou seja, o efeito contrário do esperado, estimulando a oleosidade, levando a abertura de poros. Em peles secas, o tecido pode ficar avermelhado ou sensível, se houver o uso excessivo do esfoliante, pois ocorre a retirada do manto lipídico natural de proteção e defesa do tecido, que mantém a microbiota natural”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A médica explica ainda que os esfoliantes faciais devem ser aplicados com massagens suaves na pele, preferencialmente à noite, após a limpeza; e, de modo geral, não devem conter substâncias abrasivas em excesso, que arranhem a pele e que estejam em alta concentração, para não provocar microfissuras ou feridas que desequilibrem a integridade da barreira cutânea, facilitando assim a proliferação de micro-organismos que causam a perda da homeostase, levando a processos de dermatites e eczemas. Para não ter mais erro: peles mais secas, sempre com orientação do dermatologista, devem ser esfoliadas de uma a duas vezes por semana (em formulações com grânulos finos, de origem natural, associados a substâncias calmantes e hidratantes) e peles levemente acneicas e oleosa podem ser esfoliadas até três vezes por semana e, logo após a esfoliação, utilizar uma loção tônica adstringente com efeito anti-inflamatório e complementar com hidratantes aquosos e serosos.



4) Usar muitos produtos em sequência: Usar um creme em cima do outro não vai fazer milagres na sua pele. “Com relação aos cremes de tratamento, o anti-idade, o hidratante e o fotoprotetor estão entre os produtos realmente necessários para sua pele facial. Rotinas de beleza que incluem muitos produtos podem causar grandes problemas, como a dificuldade de penetração de um ingrediente e o fechamento dos poros”, explica o Dr. Jardis. Além disso, ao usar muitos produtos de maneira aleatória, há uma grande chance de cair em um erro de incompatibilidade química, no qual – além de problemas de pele como dermatite e ressecamento – o cosmético poderá ter efeito reduzido e anulado. “Por exemplo, existe uma preocupação de misturar o peróxido de benzoíla (medicamento antiacne) com o retinol, porque o peróxido de benzoíla é um potente oxidante e o ácido retinoico sofre ação de oxidação, tornando-se inativo”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia e diretor científico da Consulfarma. “Quando você faz um tratamento orientado por dermatologista, a ação anti-idade pode ser adicionada ao hidratante no mesmo produto, e o médico ficará atento aos ativos”, afirma Lucas.

5) Usar qualquer produto: Se você é daquelas que adora um brinde, amostra grátis ou presentes, e não deixa de usar um cosmético na sua pele sem saber se realmente ele é indicado, saiba que pode estar cometendo um erro muito grande. “Incluir na rotina um produto skincare que serviu na pele da amiga sem consultar o seu dermatologista é um exagero que pode alterar o equilíbrio do pH e da microbiota da pele”, afirma o Dr. Jardis. De acordo com a Dra. Claudia, as peles mais oleosas e acneicas devem optar por filtros mais fluídos, de toque seco, filtros que tenham um veículo pouco gorduroso e de alta espalhabilidade, enquanto peles mais secas podem usar os cremes, as loções e as emulsões. O uso incorreto pode deixar a pele oleosa ainda mais brilhante e a pele seca ainda mais ressecada e descamando.



6) Ingerir em excesso alimentos considerados saudáveis: Muitos nutrientes exercem papel fundamental na saúde e beleza da pele. No entanto, quando passamos do limite de uma alimentação balanceada e abusamos da quantidade, até mesmo dos “superfoods”, podemos fazer um mal danado à pele. “A ingestão demasiada da vitamina A pode causar perda de cabelo e dos cílios, além de ressecar a pele”, diz a dermatologista Dra. Claudia Marçal para citar um exemplo. Fígado, ovos, agrião, cenoura, mamão, tomate e abóbora estão entre os alimentos com maior quantidade de vitamina A, que também está presente em muitos polivitamínicos (então, tome cuidado ao comprar). Alimentos ricos em fibras são essenciais para a boa saúde da pele, no entanto, especialmente quando consumidos em excesso, também podem trazer problemas, já que podem levar à prisão de ventre e desidratação. O próprio suplemento do soro do leite whey protein, o queridinho dos amantes da musculação, pode fazer mal, principalmente para pacientes com tendência à acne, por estimular a produção de oleosidade.

7) Lixar os pés: A esfoliação dos pés deve ser feita, mas sempre deve ser evitado o uso da lixa. “Quanto mais agressivo for o quadro de esfoliação, maior será o efeito rebote produzido pela pele. Num primeiro momento, nós podemos perder a capacidade natural de autoproteção, tirando o estrato córneo, não só o excessivo, mas o natural que protege os pés, abrindo a porta de entrada para fungos e bactérias. Além disso, podemos aumentar a sensibilidade dessa pele, no desenvolvimento de dermatite irritativa ou de contato, por andar descalços ou pelo uso de sapatos que nem sempre são feitos de materiais naturais”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal. Deve-se usar esfoliantes à base de cremes ou esfoliantes com microesfera em óleos. “Podemos usar sal grosso, numa emulsão com óleos naturais, ou mistura de açúcar com mel para fazer a esfoliação, que deve ser realizada em movimentos circulares e na região do dorso e planta dos pés e, logo depois, o uso de um bom creme hidratante à base de lanolina, vaselina, nutriomega 3, 6, 7 e 9, manteiga de karité, vitamina E, Pro-Vitamina B5 e ureia”, finaliza a médica.

FONTES:
DRA. CLAUDIA MARÇAL
É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

DRA. KÉDIMA NASSIF
Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

LUCAS PORTILHO
Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França, Mônaco e Espanha. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

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