01/04/2020

posso usar produtos corporais de beleza no rosto?



Quantas vezes você já usou produtos específicos para o corpo e pensou: "hum, será que fiz bem? Posso usar produtos para o corpo no rosto, isso pode prejudicar a minha pele?". Nós já e confessamos que, depois de ler muito a respeito, de participar de workshops de beleza e de muitas conversas com as marcas e com nosso dermatologista, paramos de fazer isso.

A seguir, a gente esclarece essa dúvida que muitas leitoras já nos perguntaram, várias vezes aqui no blog, com informações da Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Posso usar produtos corporais de beleza no rosto?

A pele do rosto e do restante do corpo possuem texturas diferentes. A Dra. Paola Pomerantzeff explica os riscos que a pele pode sofrer com essa prática e sugere algumas dicas. 

Já que a pele é uma extensão só, não tem problema usar no rosto os mesmos produtos que uso no restante do corpo, correto? A resposta é não. A pele do rosto tem lubrificação e características diferentes do restante do corpo, além de ser mais fina. Por isso, nada de passar esfoliante corporal no rosto e hidratante de corpo na face. A dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica os riscos que essa prática pode causar à pele:

SABONETE CORPORAL NO ROSTO – Por ter pH incompatível com a pele do rosto, o sabonete corporal, se usado dessa forma, pode causar ressecamento e aumento da oleosidade. “Se a pele for oleosa, essa prática vai levar a uma desidratação e, em seguida, ao que chamamos de efeito rebote – que é uma produção excessiva de oleosidade, pois o organismo entende que houve uma agressão. Isso pode deixar a pele com excesso de brilho”, afirma a médica.

ESFOLIANTE DO CORPO NO ROSTO – Um esfoliante facial, de boa qualidade, deve ter partículas de pequeno ou médio porte, uniformes e de preferência de origem natural, como a seda do arroz retirada da casca deste alimento, das sementes de apricot, linhaça ou um triturado natural como as sementes de tâmara. “O esfoliante deve ter a capacidade de remover as impurezas sem agredir o tecido cutâneo. Para isso, deve apresentar em sua formulação produtos calmantes anti-inflamatórios, hidratantes e antissépticos. Já os esfoliantes corporais devem ter partículas maiores em relação às utilizadas no rosto, e de preferência, incorporadas em sabonetes cremosos, para uso no banho, ou misturadas a óleos naturais de fácil aplicação, promovendo uma esfoliação homogênea que resultará em uma pele mais fina e luminosa. Eles também podem conter partículas esfoliantes naturais, ou mesmo sal marinho embebido em óleos vegetais”, diz a médica, que completa: “Em resumo, as partículas maiores podem ser agressivas para o rosto, podendo deixar a pele avermelhada, machucada e sensibilizada, o que pode resultar em ressecamento e efeito rebote”.

HIDRATANTE CORPORAL NO ROSTO – Você não deve usar o mesmo hidratante do corpo para a face. Geralmente, o hidratante corporal é mais espesso, já que essa pele tem menos glândulas sebáceas e deve ser hidratada com produtos de veículos mais pesados. “Como a pele do rosto é mais sensível, você pode deixá-la por último e usar o seu hidratante facial de uso diário, que deve hidratar, mas pode ter princípios ativos antienvelhecimento, calmantes e que estimulem a produção de colágeno”, diz a médica. “Para quem não gosta de sobrepor muitos produtos, a vantagem é que hoje os protetores são mais versáteis, podendo ter ação de hidratação, ativo antiaging, um controlador da oleosidade, ingredientes calmantes e o protetor propriamente dito. Previne toda a ação do UV, que danifica o DNA da pele, diminui os impactos do ressecamento e tem uma ação nutritiva e antioxidante”, afirma a Dra. Paola. Além disso, muitos produtos de tratamento facial, como ácidos mais agressivos, podem ressecar a pele corporal, que pode ser hidratada após o banho com hidratantes variados.

PROTETOR SOLAR – Outro que possui consistência mais espessa, o protetor solar corporal não deve ser aplicado no rosto, pois pode deixar a pele mais oleosa. “Pessoas de pele mais seca devem investir em proteção solar facial hidratante, enquanto as de pele oleosa precisam de produtos com efeito mate, oil-free e antioleosidade”, finaliza a médica.

FONTE:

DRA. PAOLA POMERANTZEFF
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

26/03/2020

[vídeo] caedu: nova coleção outono-inverno/2020 - lançamentos, looks, tendências e preços


Há alguns dias, antes da quarentena do coronavírus nos impedir de sair de casa, fomos até a Caedu, conferir a nova coleção outono-inverno/2020.



Por lá, gravamos um vídeo com todas as novidades e ainda montamos vários looks.

Para assistir, é só apertar o play abaixo ou clicar aqui: link.


Não esquece de contar pra gente se gostou do vídeo e, se curtiu, dá um joinha aeee! Ah, lembrando que quem se inscreve no canal, e ativa as notificações, recebe tudo em primeira mão! Bora lá! Bjoooooo.

testei: creme para as mãos tangerina e cardamomo natura tododia


Agora que o "lavar de mãos" deve ser redobrado, nada melhor do que contar com um creminho de mãos agradável para evitar o ressecamento. Por isso, esses dias, resolvi usar o Creme Para as Mãos Tododia Tangerina e Cardamomo, da Natura.



De acordo com a marca, esse creme conta com uma combinação equilibrada de ingredientes naturais, com ação prebiótica, que alimenta e fortalece a flora da pele. A textura é leve e cremosa e deixa as mãos macias e hidratadas. Combate os radicais livres e o ressecamento. Indicado para todos os tipos de pele.

O que são prebióticos?

Tendência forte e crescente na indústria da beleza, os prebióticos chegaram para transformar – e aperfeiçoar – sua rotina de cuidados com a pele! Responsáveis por estimular o crescimento de bactérias benéficas para a saúde da pele, eles aumentam a resistência contra diversos agressores externos, como microrganismos que podem causar doenças, assim como reforçam a barreira cutânea, aumentando a proteção contra as variações ambientais.



Se você quiser saber mais sobre o assunto, deixo o link do blog da Natura, onde está tudo bem explicado: PREBIÓTICOS: CONHEÇA O INGREDIENTE DA VEZ PARA O TRATAMENTO DA PELE.

MINHA EXPERIÊNCIA

Achei que este creme tem uma consistência bem leve e dá pra espalhá-lo super bem. Assim que a gente o passa, imediatamente dá para seu toque aveludado, bem agradável e confortável. Gostei da sensação aquosa e fresca que ele deixa na pele, logo na aplicação. Não deixa as mãos melequentas e nem tampouco com aquela sensação pegajosa. A absorção é bem rápida e dá pra sentir que o creme fica nas mãos até a próxima lavagem.


Achei estranha essa embalagem, o rótulo fica ao contrário!

O cheirinho é suave, nada enjoativo e, ao contrário do que a marca diz, não senti muito a fragrância cítrica, mas, sim, um aroma fresco e levemente, olha só levemente, doce. Como disse, o cheiro é bem suave, por isso, acredito que não vá incomodar muito quem tem rinite, por exemplo.


Com o uso frequente desse creme, percebi que minha pele ficou muito bonita, macia, iluminada e até mais lisinha em certas áreas. Adorei o resultado!

Vi que além desse creme, a Natura lançou também outros cremes para as mãos com proteção solar e prebióticos. Quero muito experimentar, porque as mãos ficam super expostas ao sol, né?


Nem preciso dizer que adoro essa sustentabilidade da Natura!

E você, como cuida das mãos? Além de álcool gel, tem usado algum produto para evitar o ressecamento? Conta pra mim nos comentários, vou adorar saber!

Para saber tudo:
Preço sugerido: R$ 15,20 (50 ml). Vi que no site tá indisponível, não sei se vai voltar. Que pena!


Natura
Compre em nossa lojinha na Rede Natura: link
Site da Natura: www.natura.com.br

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens produzidos pelo O Avesso da Moda. Todos os direitos reservados.]

25/03/2020

dicas do rodrigo cintra: hairstylist do esquadrão da moda entrega os segredos da hidratação perfeita para o cabelo


O hairstylist Rodrigo Cintra, coapresentador do programa Esquadrão da Moda (SBT/Discovery) e idealizador do The Art Salon (SP), explica a importância da hidratar o cabelo.



A exposição ao sol e a poluição, o uso de secador, modelador e chapinha, e até mesmo a coloração e descoloração, fazem com que os fios percam água e nutrientes, deixando-os sem brilho, ressecados e quebradiços, mas uma das formas de recuperar os fios é por meio da hidratação.

Nutrir os fios de dentro para fora é essencial para blindá-los, assim eles ficam resistentes às agressões externas. Bônus: brilho, maciez e vitalidade.

Tudo começa na lavagem

  • Use um xampu para o seu tipo de cabelo e coloque a água em temperatura baixa (entre fria e morna). A água quente estimula a oleosidade do couro cabeludo, dilata as escamas, retira o brilho e desbota a cor.
  • Observe que quem tem raiz oleosa e ponta seca, deve usar um produto para higienizar o couro cabeludo e, em seguida, aplicar outro para lavar o restante dos fios, para assim manter a hidratação.
  • Após a lavagem coloque algumas gotas de óleo de reparação na máscara hidratante. Separe os fios em mechas e aplique o creme, deixando espaço de dois dedos da raiz. Deixe agir pelo tempo recomendado, que está na embalagem do produto, e enxágue. Se conseguir lavar com água fria, melhor, pois ela ajuda a fechar as cutículas.

Vale lembrar que não é uma hidratação que resolverá seu problema. As sessões precisam ser constantes e com produtos potentes. Em casa, ela pode ser realizada de uma a duas vezes por semana.

E aí: bora colocar em prática essas dicas?

24/03/2020

[vídeo] ramarim e comfortflex: novas coleções outono-inverno/2020 [tendências em sapatos femininos, lançamentos, preços]



A Ramarim e a Comfortflex acabam de apresentar suas coleções outono-inverno/2020, com sapatos femininos que chegam para a temporada. 



Pra compartilhar por aqui, montamos o vídeo mostrando os produtos disponíveis e os que vêm por aí, com destaque para as tendências. 

Para assistir, é só apertar o play abaixo ou clicar neste link!


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23/03/2020

conheça as tendências em óculos de sol e receituário para o outono-inverno/2020 [com preços]

::::: por equipe :::::


Acho que podemos dizer que a maioria das pessoas é apaixonada por óculos de sol, né? Por outro lado, quem precisa usar óculos de grau, também gosta de ter opções para escolher o modelo que melhor combina com seu etilo e sua personalidade.

Com vários lançamentos acontecendo no segmento, é quase impossível resistir aos vários modelos bacanas apresentados a cada temporada. Por isso, dá vontade de ter mais de um óculos, pelo menos com a gente é assim, rs! 

Assim, nada melhor do que compartilhar por aqui o texto de Paula Gusmão, CEO da eÓtica, loja virtual de óculos, sobre as tendências para o outono-inverno/2020. Vem conferir os detalhes!

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Com a chegada do outono, os modelos de óculos de sol em tons de nude e degradê ganharão destaque em diferentes ocasiões

Paula Gusmão, CEO da eÓticaseparou algumas dicas sobre os estilos que mais devem bombar nesta temporada. Confira abaixo:

TONS DE NUDE

As cores bege, marrom e rosa claro combinam com diferentes tons de pele e estilo, e ficam ainda mais charmosas durante o outono. Além de serem estilosas, as armações nessas tonalidades também são clássicas e dão ao look um tom de sofisticação. Essas cores vão bem com os óculos escuros, combinando com formatos mais ousados, mas também ornam com os óculos de grau, que ficam discretos e delicados.

LPZ MYKONOS - R$ 75,05
Lema 21 Júlia - R$ 199,00
Burberry BE4290 - R$ 760,00
Lema 21 Mateus - R$ 149,00


LENTES EM DEGRADÊ

Uma outra tendência para este momento são as lentes em degradê. Os óculos de sol ficam ainda mais estilosos com a mistura de cores, independentemente do tipo de armação.

Armani Exchange AX2020SL - R$ 380,00
Havaianas TrancosoM- R$ 274,55
Ray-Ban RB 3546 - R$ 560,50

FORMATO OVERSIZED

O destaque do visual! Os óculos grandes são ideais para produções ousadas e divertidas, tornando a composição do look mais estilosa. Essa tendência já foi usada no verão e continuará sendo a queridinha na temporada mais fria do ano.

Grazi GZ4022 - R$ 294,50
Ray-Ban Square Prata RB 1971- R$ 532,00
Ray-Ban Square II Tartaruga RB1973 - R$ 522,50

ÓCULOS REDONDOS

Os modelos redondos são perfeitos, principalmente para quem tem o rosto com ângulos mais retos, pelo fato de criarem um ponto de contraste com o formato do rosto. O modelo pode ser usado tanto nos óculos de sol, como nos óculos de grau. Para ficar ainda mais estiloso, a dica da Paula é apostar nos formatos redondo em tons de nude.

Michael Kors Adelaide MK2019 - R$ 817,00

Lema 21 Tim - R$ 199,00

Lema 21 Otto - R$ 149,00

Lema21 Ariel - R$ 199,00

Guess GU7415 - R$ 479,75
Atitude AT 3192 - R$ 188,10
E aí, gostou? Qual modelo combina mais com você? 

Para saber tudo:


[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto produzido pelo O Avesso da Moda; imagens fornecidas pela empresa. Todos os direitos reservados.]

doze verdades sobre o coronavírus: a médica ana carolina rocha esclarece sobre a covid-19

A médica Dra. Ana Carolina Rocha revela tudo o que os estudos apontam sobre a COVID-19 no momento


A COVID-19 é uma doença, e não o vírus a que todos chamam de coronavírus.
O vírus em si se chama SARS-Cov2, e é da família do coronavírus (a mesma daquele que gerou a endemia do SARS (Síndrome Respiratória Aguda) em 2004 e outras infecções respiratórias por outros tipos de coronavírus menos conhecidos).

O vírus pode permanecer em superfícies por até 9 dias, mas também sabemos que permanece no ar por até 3 horas
Pelo ar (gotículas de tosse ou espirro de pessoas infectadas), transmissão pessoa-pessoa e contato com superfícies contaminadas. Um estudo desse ano do Journal of Hospital Infection revelou que o vírus pode permanecer em superfícies por até 9 dias, mas também sabemos que permanece no ar por até 3 horas.

Um paciente assintomático, em um lugar fechado, irá fatalmente transmitir o vírus a muito mais pessoas do que a média estudada
Portanto, percebemos o quão complexo é manter um ambiente completamente asséptico: um paciente assintomático, em um lugar fechado, irá fatalmente transmitir o vírus a muito mais pessoas do que a média estudada (1 doente para cada 2,74 pessoas), bastando que fique ali algumas horas e outras pessoas circulem ali também. As partículas do vírus podem impregnar roupa e pele de pessoas próximas, mesmo que estas estejam usando máscaras.

O doente ou com suspeita de COVID-19, é quem deve usar a máscara (além dos profissionais de saúde na linha de frente), pois é ele que não pode permitir que gotículas de sua tosse ou espirro se disseminem. Do outro lado, as pessoas que tiverem partilhado ambiente com um infectado, mesmo tendo se afastado a mais de 1 metro, podem contrair a doença se encostarem em uma superfície tocada por ele e depois levando a mão à boca ou nariz, distraidamente.

86% dos pacientes não são diagnosticados
Sem falar que também contraímos a doença por assintomáticos, e este é o maior problema: 86% dos pacientes não são diagnosticados (justamente por serem a maioria assintomáticos e não chegarem a ser testados) e 79% das transmissões são por pacientes sem qualquer sintoma (revista Science, 2020).

50% dos casos não são diagnosticados
O epidemiologista de Oxford, Dr. Frazer, respaldado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que pelo menos 50% dos casos não são diagnosticados, e vão se multiplicar muito sem a detecção precoce, pois estes pacientes infectados circulam por aí contaminando as pessoas sem saber que é portador do SARS-Cov2 por até 4 semanas.

O período de incubação pode chegar a 27 dias
Embora o período de incubação mais frequente seja de 5 dias, ele pode ocorrer de 2 a 29 dias (poucos casos chegaram a 27 dias, e há um único caso em que os sintomas apareceram com 29 dias na China).

Percebam a dificuldade de descontaminarmos superfícies e o próprio ar de um local fechado após qualquer pessoa frequentá-lo, e daí a relevância de se fechar as portas do negócio, não existindo a possibilidade de manter o espaço integramente asséptico.

Os países que mais demoram a iniciar medidas de quarentena são os que primeiramente entram em falência do seu sistema de saúde
São também os que mais rápido se evolui para a morte. Embora a Itália e a China tenham nos ensinado isso, que a única tática de que dispomos para conter a progressão da incidência galopante da COVID-19 seja o isolamento social, países como EUA, França e Inglaterra demoraram a tomar medidas sérias contra o problema. Ontem tanto França como EUA decretaram não possuir insumos hospitalares o suficiente para lidar com a doença. Cientistas da Inglaterra, onde estão na segunda fase de contenção da epidemia incentivando o isolamento, orientam que, mesmo que não exijam um isolamento obrigatório agora, essa medida pode ser lançada mais à frente, como Itália, China e Espanha fizeram, no curso da pandemia. E orientam: melhor prepararmos a nação para momentos de maior ou menor isolamento pelos próximos 18 meses, que é quando devemos alcançar a vacina.

O grupo de risco não são apenas idosos
O que faz pessoas resistirem ao isolamento até hoje no Brasil, apesar de tantas informações mundiais assustadoras, como uma incidência de morte de quase 10mil, e quase 240mil pessoas diagnosticadas no mundo todo? Talvez excesso de otimismo e apego a notícias como as que o grupo de risco seria apenas o de idosos. Informações como estas já estão antigas, visto que a doença é dinâmica e estatísticas e dados científicos mudam o tempo todo. Hoje sabemos que também são grupo de risco não apenas pacientes com doenças respiratórias e/ou cardíacas de base, diabetes melitus e idosos, mas jovens que já possuam outra doença preliminarmente, sem sintomas e muitas vezes sem diagnóstico. Por isso vimos tantas mortes em pacientes jovens na França. Na Itália, onde não há mais leitos para todos os pacientes e a calamidade força as equipes médicas a escolherem quem tem mais chance de viver, privilegiando os jovens em detrimento dos pacientes acima de 80 anos (fonte: BBC), a mortalidade já pode chegar a 18% pela COVID-19.

Hoje a doença não é mais "importada", já se tornou comunitária na maioria dos países, onde os contaminados não fazem nem ideia de onde contraíram o vírus. Por isso o confinamento é importante e por isso a maioria dos países já fechou suas fronteiras há tempos. Mas, no momento em que as mortes começam a subir, o vírus já se tornou local e de transmissão contínua. Nos EUA, Itália, França e Espanha, os pacientes não fazem ideia de onde contraíram o vírus, tamanha a disseminação comunitária.

China, Irã e Europa foram os principais países que criaram 3 focos principais de contágio nos EUA. No Brasil a maioria dos contaminantes foram viajantes vindo da Europa, e não adianta fecharem apenas as fronteiras com países latino-americanos, se os demais continuam vindo...

Quais países estão no pico agora?
EUA, Suíça, Inglaterra, Irã (100 mortes/ dia), Alemanha, Espanha, Portugal, França, além de tudo o que estamos acompanhando na Itália (passam de 350 mortes/ dia). Somente a China, o Japão, Singapura, Hong Kong e Coreia do Sul estão reduzindo, sobretudo China e Coreia do Sul).

A Coreia do Sul é o país que mais testa os pacientes para o vírus no mundo, com estatísticas precisas de contágio. Lá as pessoas são testadas e monitoradas por GPS para que se mantenham isoladas caso testem positivo. Com medidas ágeis e de acurácia na detecção da doença, o país pôde acelerar os cuidados aos infectados e isolar de forma mais certeira os positivos do restante da comunidade, reduzindo a epidemia.

Outro motivo que atrasa o isolamento por parte de brasileiros é a "infodemia" concomitante à pandemia do coronavírus. No país onde se elegem políticos por fake news, todos os dias espalham novas e infundadas alegorias sobre a fonte ou finalidade "apocalíptica" da doença, que apenas confundem pessoas e atrasam medidas urgentes como o confinamento.

Essa pandemia não é uma arma biológica
Não há a menor possibilidade de esta pandemia ser uma arma biológica. Cientistas diversos do mundo já demonstraram que não se trata de algo criado em laboratório, inclusive o genoma e propriedades do vírus descartam essa possibilidade (segundo estudos de Richard Ebright, a professor de biologia química expert no assunto, da Rutgers University, e também outros cientistas britânicos). Fake news como estas não apenas confundem a população, como as distanciam de tomar medidas urgentes que podem, de fato, nos auxiliar a conter a incidência da doença, que é única e exclusivamente o confinamento.

Por que aparentemente a transmissão não parece tão alta no Brasil?
Alguns motivos:
Subnotificação: O Ministério da Saúde restringe os testes em caso de epidemia, somente testando o paciente após sua internação (e orientando a maioria dos sintomáticos a ficarem em casa diante de casos leves). Então nunca saberemos ao certo a real casuística no Brasil. Isso é preocupante, pois, se desprezamos a real incidência do problema, como vamos saná-lo? A incidência progride exponencialmente enquanto perdemos tempo cuidando de poucos doentes graves e não iniciando o tratamento em todos os casos necessários.

Um estudo aponta que, no Brasil, temos um atraso de, em média, 9 dias no ciclo de transmissão de uma pessoa dita saudável até que ela seja identificada como portadora com sintomas relevantes (e seja internada). A demora em testar esses pacientes permite que eles tenham circulado por uma ou mais unidades hospitalares disseminando o vírus, como temos visto em muitos países.

Antes de aparecer uma morte pelo vírus em uma determinada região, centenas de pessoas já estão contaminadas, assintomáticas, ou apresentando sintomas, de leves a moderados, e estão por aí, circulando.

Somente o confinamento pode conter o avanço da epidemia
Foi isso que a Itália e a China nos ensinaram, algo reforçado pelo conselho de medicina: somente o confinamento pode conter o avanço da epidemia.

Quando começam a ocorrer as mortes, o vírus já está instalado e se disseminando aritmeticamente no meio. Ainda tomando a China como exemplo, 86% das pessoas em Wuhan não foram diagnosticadas e estavam com o vírus, responsáveis por transmitirem 79% dos casos por lá, como a revista Science apurou.

"Eu suspendi minhas atividades na segunda-feira, dia 16/3, e não me arrependo. Muitas pessoas acham isso precoce, mas me senti literalmente impotente diante desta pandemia. Eu não me sinto capaz de ofertar um local 100% seguro para que pacientes circulem, mesmo reduzindo o atendimento a ¼. É ruim para a economia de todos, mas é necessário. E se o pico realmente for no final de abril (segundo epidemiologistas da Fiocruz), eu continuarei em casa protegendo a minha família e aos meus pacientes". Ana Carolina Rocha, médica e palestrante internacional com 11 trabalhos apresentados em diversos congressos, doutoranda pela UFG e fellow do Texas Institute of Dermatology, tendo ela dedicado 15 anos de sua carreira à saúde pública no Brasil.

FONTE: Dra Ana Carolina Rocha
CRM 25482 - DF
Graduada em Medicina pela Universidade Gama Filho-UGF (2002), em Dermatologia pela Academia Brasileira de Dermatologia - ABD com 4 pós-graduações, mestrado concluído e doutorado em curso junto à Universidade Federal de Goiás. Fellow internacional do Texas Institute of Dermatology - San Antonio - TX - EUA. Palestrante internacional e speaker Sinclair Pharma.

22/03/2020

[vídeo] novas coleções outono-inverno/2020 da vizzano, moleca, beira rio, modare e actvitta: lançamentos, tendências e apostas [peças reais]


Como vocês podem ter visto lá no Instagram (https://www.instagram.com/oavessodamoda/), visitamos a Couromoda/2020, a maior feira de calçados e artigos de couro da América Latina, voltada para a apresentação dos lançamentos das coleções de outono/inverno 2020.



Por lá, gravamos vários vídeos e o quarto deles é este, com as novidades das coleções da Vizzano, Moleca, Beira Rio, Modare e Actvitta.

Para assistir, é só apertar o play abaixo ou clicar aqui: link.


Não esquece de contar pra gente se gostou do vídeo e, se curtiu, dá um joinha aeee! Ah, lembrando que quem se inscreve no canal, e ativa as notificações, recebe tudo em primeira mão! Bora lá! Bjoooooo.

20/03/2020

coronavírus covid-19: especialistas comentam sobre confinamento e desespero coletivo

Os números são dados alarmantes e as notícias já tomam conta das políticas de saúde pública mundial e, naturalmente, invadem a cabeça de milhares de pessoas. Dr. Diego Tavares, psiquiatra e especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clínicas da FMUSP e o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr, de SP, comentam o desespero coletivo sob os aspectos da saúde mental. 



A ansiedade é uma emoção muito normal ao ser humano, e surge comumente ao se deparar com uma situação estressante, como a que o mundo vive agora diante de uma pandemia. "Quando há uma situação de ansiedade coletiva como essa que estamos vivenciando, isso é, várias pessoas preocupadas com um mesmo fato, as emoções e sentimentos podem ser potencializados e aflorados muito mais do que quando uma pessoa vive uma ansiedade sozinha, por exemplo", explica o médico. 

A ansiedade é muito próxima da preocupação, e a preocupação nada mais é do que um aspecto do medo, um temor de que as coisas piorem. "Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. No caso do coronavírus, a preocupação é válida como forma de prevenção da disseminação do vírus, entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero no tempo prolongado de ansiedade (a chamada ansiedade crônica) que aumenta o nível de tensão e o estresse interno e pode levar ao surgimento do medo específico ou até mesmo irreal e acarretar em outras doenças mentais mais graves", comenta. 

Essas crises, também chamadas de "ataque de ansiedade coletivo" produz o desconhecimento dos próprios sintomas. "Muitas vezes, quem sente essa ansiedade coletiva já provou dos mesmos sintomas durante uma simples entrevista de emprego, por exemplo, mas quando é compartilhada entre outras pessoas que estão com a mesma sensação e pelo mesmo motivo, reproduz ainda mais o medo e a inquietude", revela. 

Dr. Diego fala que é um ciclo vicioso. Se uma pessoa afetada começa a ter taquicardia, por exemplo, é provável que quem está do lado possa achar que está sofrendo um ataque do coração, por isso se assusta, aumenta a ansiedade e os quadros só pioram. "A chave para minimizar os ataques é reconhecer os sintomas para não ampliá-los e usar o momento para se proteger e resguardar", diz o médico. 

Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., o isolamento produzirá estados de humor que podem ser muito complicados, por isso que ponderar alternativas e olhar para os próprios sentimentos ajudarão para que emoções erradas não impulsionem ações desmedidas e com consequências nefastas. "É comum que os estados depressivos apareçam em poucos dias se instalando com o medo, a preocupação, o desamparo e a percepção de sermos incapazes. Nestas condições emocionais (medo, ansiedade constante, desamparo, depressão) teremos mais pessoas adoecendo fisicamente e, assim, mais resfriados e somatizações ocorrerão", alerta. 

Sentimentos como frustração e sensação de ser impedido de fazer o que se deseja fazer, acabam fazendo com que as pessoas busquem justificativas e respostas para o que ainda não temos e isso só aumentará as emoções negativas. "Agora é hora de quarentena de saúde física, portanto, individualmente, temos que cuidar de nossa saúde mental e preparar-nos para os próximos meses, quando precisaremos desenvolver as nossas capacidades pessoais de lidar com o desconhecido. É um bom exercício mental e emocional. Seremos fortes!", finaliza o psicólogo. 

FONTES: 

Dr. Diego Tavares 

Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB). http://drdiegotavarespsiquiatra.com/


Oswaldo M. Rodrigues Jr. 

Psicólogo formado pela UNIMARCO (1984); foi Secretário Geral e Tesoureiro da WAS - World Association for Sexology (2001-2005); Presidente da ABEIS - Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (2003-2005); dedica-se a tratar de problemas sexuais junto ao InPaSex - Instituto Paulista de Sexualidade - do qual é fundador e diretor. Autor de mais de 100 artigos científicos e mais de 35 livros, dentre eles: Parafilias (Ed. Zagodoni) Terapia da Sexualidade (2 vol., Ed. Zagodoni); editor chefe da Revista Terapia Sexual: clínica, pesquisa e aspectos psicossociais e co-coordenador do CEPES - Curso de Qualificação em Psicoterapia Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade. http://oswrod.psc.br/

POR QUE PUBLICAMOS ESTE CONTEÚDO? SAIBA AQUI: http://www.oavessodamoda.com/2020/03/nos-e-o-coronavirus-covid-19.html

nós e o coronavírus covid-19


Em um momento difícil como esse, em que enfrentamos a pandemia de coronavírus, COVID-19, achamos uma sorte e um privilégio poder contar com um blog, um canal no YouTube e com nossos perfis nas redes sociais, meios de comunicação que podem ser usados agora, de forma útil, para ajudar as pessoas.

Diariamente recebemos textos, vídeos e informações em geral sobre o andamento do combate ao COVID-19. Essas informações são enviadas por assessorias de imprensa e são provenientes de fontes confiáveis, seguras e especializadas e, como informação parada não serve pra nada, decidimos usar nosso espaço para compartilhar, também, esse tipo de conteúdo. Sem espaço para fake news! Tudo checado e assinado por profissionais da área da saúde.

Por isso, a partir de hoje, tudo que for recebido sobre o COVID-19 - repetindo: que chegue a nós de fonte segura -, será postado aqui n'O Avesso da Moda, pois assim, conseguiremos transformar nosso excelente número de acessos, em mais uma ferramenta de informação disponível para as pessoas.

Mas... as pautas de moda, beleza e entretenimento vão parar por aqui? Claro que não, gente! A mente também precisa de distração, né? O perfil de nossa programação continua igualzinho, somente vamos acrescentar um conteúdo que achamos ser de utilidade pública!

Temos certeza que essa "fase coronavírus" vai passar, mas ela pode passar ainda mais rápido se nos unirmos, mesmo que à distância (ou seja, dentro de nossas casas), e se fizermos "o bem sem olhar a quem".

Fiquem bem, fiquem em casa, lavem as mãos com água e sabão corretamente, durante 20 segundos; usem álcool gel; cubram a boca, ao tossir ou espirrar, com lenço ou com o antebraço; não compartilhem talheres, celulares, etc.; não toquem nos olhos, boca ou nariz; na hora de dizer "oi" ou "tchau", deixem de lado beijinhos, abraços e apertos de mão; e só compareçam ao hospital se sentirem falta de ar.

Combinado? 

Bjinhos cheios de amor, da Ana e da Mirian!💓