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01/04/2020

posso usar produtos corporais de beleza no rosto?



Quantas vezes você já usou produtos específicos para o corpo e pensou: "hum, será que fiz bem? Posso usar produtos para o corpo no rosto, isso pode prejudicar a minha pele?". Nós já e confessamos que, depois de ler muito a respeito, de participar de workshops de beleza e de muitas conversas com as marcas e com nosso dermatologista, paramos de fazer isso.

A seguir, a gente esclarece essa dúvida que muitas leitoras já nos perguntaram, várias vezes aqui no blog, com informações da Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Posso usar produtos corporais de beleza no rosto?

A pele do rosto e do restante do corpo possuem texturas diferentes. A Dra. Paola Pomerantzeff explica os riscos que a pele pode sofrer com essa prática e sugere algumas dicas. 

Já que a pele é uma extensão só, não tem problema usar no rosto os mesmos produtos que uso no restante do corpo, correto? A resposta é não. A pele do rosto tem lubrificação e características diferentes do restante do corpo, além de ser mais fina. Por isso, nada de passar esfoliante corporal no rosto e hidratante de corpo na face. A dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica os riscos que essa prática pode causar à pele:

SABONETE CORPORAL NO ROSTO – Por ter pH incompatível com a pele do rosto, o sabonete corporal, se usado dessa forma, pode causar ressecamento e aumento da oleosidade. “Se a pele for oleosa, essa prática vai levar a uma desidratação e, em seguida, ao que chamamos de efeito rebote – que é uma produção excessiva de oleosidade, pois o organismo entende que houve uma agressão. Isso pode deixar a pele com excesso de brilho”, afirma a médica.

ESFOLIANTE DO CORPO NO ROSTO – Um esfoliante facial, de boa qualidade, deve ter partículas de pequeno ou médio porte, uniformes e de preferência de origem natural, como a seda do arroz retirada da casca deste alimento, das sementes de apricot, linhaça ou um triturado natural como as sementes de tâmara. “O esfoliante deve ter a capacidade de remover as impurezas sem agredir o tecido cutâneo. Para isso, deve apresentar em sua formulação produtos calmantes anti-inflamatórios, hidratantes e antissépticos. Já os esfoliantes corporais devem ter partículas maiores em relação às utilizadas no rosto, e de preferência, incorporadas em sabonetes cremosos, para uso no banho, ou misturadas a óleos naturais de fácil aplicação, promovendo uma esfoliação homogênea que resultará em uma pele mais fina e luminosa. Eles também podem conter partículas esfoliantes naturais, ou mesmo sal marinho embebido em óleos vegetais”, diz a médica, que completa: “Em resumo, as partículas maiores podem ser agressivas para o rosto, podendo deixar a pele avermelhada, machucada e sensibilizada, o que pode resultar em ressecamento e efeito rebote”.

HIDRATANTE CORPORAL NO ROSTO – Você não deve usar o mesmo hidratante do corpo para a face. Geralmente, o hidratante corporal é mais espesso, já que essa pele tem menos glândulas sebáceas e deve ser hidratada com produtos de veículos mais pesados. “Como a pele do rosto é mais sensível, você pode deixá-la por último e usar o seu hidratante facial de uso diário, que deve hidratar, mas pode ter princípios ativos antienvelhecimento, calmantes e que estimulem a produção de colágeno”, diz a médica. “Para quem não gosta de sobrepor muitos produtos, a vantagem é que hoje os protetores são mais versáteis, podendo ter ação de hidratação, ativo antiaging, um controlador da oleosidade, ingredientes calmantes e o protetor propriamente dito. Previne toda a ação do UV, que danifica o DNA da pele, diminui os impactos do ressecamento e tem uma ação nutritiva e antioxidante”, afirma a Dra. Paola. Além disso, muitos produtos de tratamento facial, como ácidos mais agressivos, podem ressecar a pele corporal, que pode ser hidratada após o banho com hidratantes variados.

PROTETOR SOLAR – Outro que possui consistência mais espessa, o protetor solar corporal não deve ser aplicado no rosto, pois pode deixar a pele mais oleosa. “Pessoas de pele mais seca devem investir em proteção solar facial hidratante, enquanto as de pele oleosa precisam de produtos com efeito mate, oil-free e antioleosidade”, finaliza a médica.

FONTE:

DRA. PAOLA POMERANTZEFF
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

13/01/2020

fuja do over: 7 exageros nos cuidados com a pele e cabelos que podem arruinar sua beleza



Hoje o assunto aqui é a respeito dos exageros que cometemos, muitas vezes, em nome da beleza - como tudo em excesso, esse exagero de cuidados, digamos assim, acaba nos prejudicando. 

Por isso, resolvemos compartilhar com você algumas informações bem bacanas de quatro médicos sobre o assunto que, com sua experiência, nos ajudam a sair dessas "ciladas". Vem conferir!



Fuja do over: 7 exageros nos cuidados com  a pele e com o cabelo que podem arruinar sua beleza

Dos fios de cabelo aos pés, saiba o que, em excesso, pode detonar a saúde da sua pele e do seu cabelo. 

Descubra sete momentos em que definitivamente o "menos é menos"

Você já deve ter ouvido que “tudo em excesso faz mal” e realmente existem muitos momentos na vida em que “um é bom e dois é demais”. Nos cuidados com a pele, isso não é diferente. Muitas vezes, podemos pensar que: lavar o rosto mais do que duas vezes ao dia pode ajudar a diminuir a oleosidade, usar muitos produtos aleatoriamente pode acelerar o rejuvenescimento da nossa pele, ou que ingerir os “superfoods” (os alimentos saudáveis da moda), em uma dose acima da recomendada, vai potencializar o efeito na pele... mas não! Não é assim que funciona! Para não sobrecarregar a pele e o cabelo, fique atento aos 7 exageros que – definitivamente – fazem mais mal do que bem à beleza:

1) Aplicar máscara capilar nos fios demasiadamente: embora esse produto faça parte da rotina de cuidados com o cabelo para mantê-lo saudável, é preciso tomar cuidado na hora de usar, pois, em exagero, o resultado pode não ser o esperado. “O uso frequente e em excesso de máscaras capilares, por exemplo, pode tornar o seu cabelo pesado e sem brilho. Isso por que as máscaras capilares são soluções concentradas para que possam atuar profunda e rapidamente. Logo, se forem utilizadas com muita frequência, o produto pode acabar se acumulando nos fios, tornando-os rígidos, opacos e quebradiços”, explica o Dr. Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Cabelos mais grossos, por exemplo, devem receber o tratamento com máscara capilar apenas uma vez por semana. Já os cabelos mais finos devem utilizar o produto a cada duas semanas”, explica. As máscaras capilares devem ser aplicadas apenas da metade dos fios até as pontas, pois é a região mais seca do cabelo, sempre evitando as raízes, já que o excesso do produto nesta área pode provocar o aumento da oleosidade no couro cabeludo, levando a problemas como a dermatite seborreica.

2) Lavar em excesso (overwashing): Muitas pessoas, principalmente com pele oleosa, abusam da limpeza facial com o objetivo de reduzir o brilho no rosto. O ideal é lavar o rosto de manhã e à noite, não mais do que isso, segundo a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O excesso de lavagem, ou seja, mais do que duas por dia, pode alterar a barreira de proteção da pele, gerar tanto ressecamento quanto o aumento da produção de oleosidade, além de poder causar uma dermatite de contato”, explica. Aumentar a oleosidade? Sim: “O excesso de lavagem altera a produção natural de oleosidade da pele, tornando a barreira de proteção alterada e deixando a pele mais suscetível ao ressecamento. Uma pele suscetível ao ressecamento vai, em contrapartida, ter uma produção maior de oleosidade, como uma reação do organismo para compensar – que é entendido como uma agressão. Se essa oleosidade passar do ponto, a pele sai de ressecada para extremamente oleosa”, completa a médica.

3) Esfoliar demais: A frequência com que se deve esfoliar o rosto é um fator que depende de cada tipo de pele, da estação do ano e dos procedimentos e tratamentos que estão sendo utilizados naquele momento. “E os intervalos precisam ser respeitados para que não irrite a pele, nem cause o efeito rebote, ou seja, o efeito contrário do esperado, estimulando a oleosidade, levando a abertura de poros. Em peles secas, o tecido pode ficar avermelhado ou sensível, se houver o uso excessivo do esfoliante, pois ocorre a retirada do manto lipídico natural de proteção e defesa do tecido, que mantém a microbiota natural”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A médica explica ainda que os esfoliantes faciais devem ser aplicados com massagens suaves na pele, preferencialmente à noite, após a limpeza; e, de modo geral, não devem conter substâncias abrasivas em excesso, que arranhem a pele e que estejam em alta concentração, para não provocar microfissuras ou feridas que desequilibrem a integridade da barreira cutânea, facilitando assim a proliferação de micro-organismos que causam a perda da homeostase, levando a processos de dermatites e eczemas. Para não ter mais erro: peles mais secas, sempre com orientação do dermatologista, devem ser esfoliadas de uma a duas vezes por semana (em formulações com grânulos finos, de origem natural, associados a substâncias calmantes e hidratantes) e peles levemente acneicas e oleosa podem ser esfoliadas até três vezes por semana e, logo após a esfoliação, utilizar uma loção tônica adstringente com efeito anti-inflamatório e complementar com hidratantes aquosos e serosos.



4) Usar muitos produtos em sequência: Usar um creme em cima do outro não vai fazer milagres na sua pele. “Com relação aos cremes de tratamento, o anti-idade, o hidratante e o fotoprotetor estão entre os produtos realmente necessários para sua pele facial. Rotinas de beleza que incluem muitos produtos podem causar grandes problemas, como a dificuldade de penetração de um ingrediente e o fechamento dos poros”, explica o Dr. Jardis. Além disso, ao usar muitos produtos de maneira aleatória, há uma grande chance de cair em um erro de incompatibilidade química, no qual – além de problemas de pele como dermatite e ressecamento – o cosmético poderá ter efeito reduzido e anulado. “Por exemplo, existe uma preocupação de misturar o peróxido de benzoíla (medicamento antiacne) com o retinol, porque o peróxido de benzoíla é um potente oxidante e o ácido retinoico sofre ação de oxidação, tornando-se inativo”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia e diretor científico da Consulfarma. “Quando você faz um tratamento orientado por dermatologista, a ação anti-idade pode ser adicionada ao hidratante no mesmo produto, e o médico ficará atento aos ativos”, afirma Lucas.

5) Usar qualquer produto: Se você é daquelas que adora um brinde, amostra grátis ou presentes, e não deixa de usar um cosmético na sua pele sem saber se realmente ele é indicado, saiba que pode estar cometendo um erro muito grande. “Incluir na rotina um produto skincare que serviu na pele da amiga sem consultar o seu dermatologista é um exagero que pode alterar o equilíbrio do pH e da microbiota da pele”, afirma o Dr. Jardis. De acordo com a Dra. Claudia, as peles mais oleosas e acneicas devem optar por filtros mais fluídos, de toque seco, filtros que tenham um veículo pouco gorduroso e de alta espalhabilidade, enquanto peles mais secas podem usar os cremes, as loções e as emulsões. O uso incorreto pode deixar a pele oleosa ainda mais brilhante e a pele seca ainda mais ressecada e descamando.



6) Ingerir em excesso alimentos considerados saudáveis: Muitos nutrientes exercem papel fundamental na saúde e beleza da pele. No entanto, quando passamos do limite de uma alimentação balanceada e abusamos da quantidade, até mesmo dos “superfoods”, podemos fazer um mal danado à pele. “A ingestão demasiada da vitamina A pode causar perda de cabelo e dos cílios, além de ressecar a pele”, diz a dermatologista Dra. Claudia Marçal para citar um exemplo. Fígado, ovos, agrião, cenoura, mamão, tomate e abóbora estão entre os alimentos com maior quantidade de vitamina A, que também está presente em muitos polivitamínicos (então, tome cuidado ao comprar). Alimentos ricos em fibras são essenciais para a boa saúde da pele, no entanto, especialmente quando consumidos em excesso, também podem trazer problemas, já que podem levar à prisão de ventre e desidratação. O próprio suplemento do soro do leite whey protein, o queridinho dos amantes da musculação, pode fazer mal, principalmente para pacientes com tendência à acne, por estimular a produção de oleosidade.

7) Lixar os pés: A esfoliação dos pés deve ser feita, mas sempre deve ser evitado o uso da lixa. “Quanto mais agressivo for o quadro de esfoliação, maior será o efeito rebote produzido pela pele. Num primeiro momento, nós podemos perder a capacidade natural de autoproteção, tirando o estrato córneo, não só o excessivo, mas o natural que protege os pés, abrindo a porta de entrada para fungos e bactérias. Além disso, podemos aumentar a sensibilidade dessa pele, no desenvolvimento de dermatite irritativa ou de contato, por andar descalços ou pelo uso de sapatos que nem sempre são feitos de materiais naturais”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal. Deve-se usar esfoliantes à base de cremes ou esfoliantes com microesfera em óleos. “Podemos usar sal grosso, numa emulsão com óleos naturais, ou mistura de açúcar com mel para fazer a esfoliação, que deve ser realizada em movimentos circulares e na região do dorso e planta dos pés e, logo depois, o uso de um bom creme hidratante à base de lanolina, vaselina, nutriomega 3, 6, 7 e 9, manteiga de karité, vitamina E, Pro-Vitamina B5 e ureia”, finaliza a médica.

FONTES:
DRA. CLAUDIA MARÇAL
É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

DRA. KÉDIMA NASSIF
Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

LUCAS PORTILHO
Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França, Mônaco e Espanha. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

12/11/2019

dos 20 aos 40 anos: saiba os nutrientes certos da dieta para prevenir e tratar o envelhecimento [dicas do médico]


Se você gosta de cuidar da pele e do corpo, acho que você já cansou de ver por aí que a alimentação, assim como manter hábitos saudáveis (não fumar, não abusar do álcool, etc.), são super importantes para manter o corpo mais jovem e mais disposto. Claro que não há milagres para barrar o envelhecimento, mesmo porque acreditamos que envelhecer deve ser encarado naturalmente por todo mundo, mas sabemos que há muito preconceito com a velhice. Mas vamos deixar esse assunto de lado, já que ele requer outras reflexões.

Hoje queremos dividir com você algumas informações sobre alimentos que podem nos ajudar a combater o envelhecimento precoce, fornecidas pela Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Dos 20 aos 40, saiba os nutrientes certos da dieta para prevenir e tratar o envelhecimento

A dermatologista Dra. Claudia Marçal aponta quais nutrientes incluir em sua dieta dos 20 aos 40 anos para ajudar na prevenção de rugas, flacidez e manchas que surgem na pele devido ao processo de envelhecimento.
A alimentação influencia em vários processos metabólicos do organismo humano e também é responsável pela nutrição das células. É por esse motivo que alimentos ultraprocessados e com aditivos químicos podem causar inflamação nas células. Além de doenças, uma dieta baseada em industrializados e “calorias vazias” pode acelerar o envelhecimento da pele. “Mas uma alimentação variada, equilibrada e saudável pode fornecer proteínas, antioxidantes e agentes anti-inflamatórios importantes para retardar o envelhecimento precoce”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Para ajudar no combate ao envelhecimento precoce, a especialista apontou quais nutrientes incluir em sua dieta em cada etapa da vida. Confira:

20 anos – Nessa idade, os sinais de envelhecimento ainda estão pouco visíveis. Por isso, o foco deve ser a prevenção. Então procure por alimentos ricos em antioxidantes, como as vitaminas C e E, licopeno e betacaroteno, para ajudar a combater e prevenir a formação de radicais livres que favorecem o envelhecimento precoce. Boas fontes desses nutrientes são alimentos como milho, avelã, papaia, tomate, cenoura e morango. “O consumo de Vitamina A, presente em alimentos como espinafre, nabo e brócolis, também é interessante nessa idade, pois o nutriente está diretamente envolvido no processo de regeneração celular. Em conjunto, a vitamina A e os antioxidantes ajudam a diminuir o ressecamento e a perda de elasticidade da pele, tornando-a mais macia, hidratada e viçosa”, destaca a médica.


30 anos – A partir da terceira década de vida, começa a ocorrer a perda das fibras de colágeno e elastina. Além disso, as células da pele passam a se renovar mais lentamente. Como resultado, há o aparecimento de sinais mais acentuados do envelhecimento. “Por isso, o ideal nessa fase é investir em uma alimentação rica em nutrientes de ação anti-inflamatória, antioxidantes e também substâncias fitoquímicas, como isoflavona e polifenóis, que ajudam a combater o estresse oxidativo. Dessa forma, procure por alimentos como peixes, oleaginosas, chás de ervas, cebola, cereja, maçã e alho”, recomenda a especialista. O destaque nesse caso vai para uva, que age como um alimento 3 em 1, combinando propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e fitoquímicas.


40 anos ou mais – Nessa idade, as fibras de colágeno e elastina degradam-se mais rapidamente, resultando em flacidez e rugas mais acentuadas. A solução para minimizar essas alterações é, novamente, o consumo de nutrientes antioxidantes que, além de combaterem o estresse oxidativo e a formação de radicais livres, também diminuem a perda de água e os danos causados pelo sol. O consumo do ômega-3 presente na linhaça, no salmão, no atum e na soja também é interessante nessa idade, pois possui efeito anti-inflamatório e confere um aspecto saudável à pele. “O chá verde é outra boa opção para ser incluída na sua alimentação, pois diminui a resposta inflamatória causada pela radiação ultravioleta. Porém, é importante que você evite consumir café, álcool e alimentos ricos em sódio, pois são substâncias que promovem a inflamação e a desidratação dos tecidos”, alerta a dermatologista.


Por fim, a Dra. Claudia Marçal ressalta que o mais importante para manter a pele jovem e saudável é que você consulte um médico. Apenas ele poderá recomendar cosméticos, tratamentos e uma alimentação especifica para auxiliar no combate ao envelhecimento da pele.

FONTE
DRA. CLAUDIA MARÇAL
É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

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