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20/08/2020

dakota lança tênis com ação antiviral e antibacteriana permanente: mais um aliado contra o coronavírus


Poucos meses depois de a pandemia da covid-19 ter se instalado no Brasil, começaram a pipocar lançamentos aqui e ali de produtos fabricados com tecidos e insumos em geral com tecnologia antiviral e antibacteriana. Na maior parte das vezes, esses produtos se resumiam a máscaras de proteção facial e roupas básicas casuais, como camisetas, shorts e calças.

No entanto, levando em conta que a disseminação do coronavírus se dá por diferentes meios de contágio, era mais do que esperado que começassem a surgir calçados que pudessem impedir que o vírus fosse "carregado" para diversos ambientes.

Por essa razão, achamos bem interessante o lançamento apresentado pela Dakota: a linha Protect, composta, inicialmente, por tênis do tipo slip-on, tendo a atriz Juliana Paes na campanha.



Vem saber mais a respeito! [informações fornecidas pela marca:]

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Em meio ao momento de maior atenção e cuidados contra a Covid-19, a Dakota Calçados abraçou a causa e desenvolveu sapatos produzidos a partir de tecido e de solado com tecnologia antiviral e antibacteriana, com ação permanente e eficácia comprovada.

Nomeada de Protect, a coleção traz calçados fabricados com o tecido AMNI®️ Virus-Bac OFF, da Rhodia. O seu fio têxtil de poliamida -- com ação antiviral e antibacteriana, de acordo com as normas têxteis internacionais AATCC100 -- bloqueia a contaminação cruzada e protege o usuário de bactérias, vírus e vírus envelopados (que é o caso do coronavírus), que são mais resistentes.



Já o solado dos modelos é composto pelo Viro NanoBlock®️, desenvolvido pela Concept Chroma Masterbatches e conta com efeito antiviral e antimicrobiano. Nos testes realizados seguindo a norma ISO 21702:2019 e do IBTEC, foi comprovada uma alta eficácia também na eliminação de vírus, fungos e bactérias.


A linha conta com dois modelos nas cores preto e bege.



Para garantir uma maior segurança no combate ao Coronavírus, a Dakota também destaca que toda esta tecnologia é uma barreira extra e fundamental, porém, não elimina a necessidade de cuidados frequentes de higienização.

Para saber tudo:
Os tênis já estão disponíveis no site da marca (dakota.com.br), a partir de R$169,90 e, em breve, também estarão à venda em diversas multimarcas em todo o Brasil.

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens: divulgação. Todos os direitos reservados.]

02/06/2020

7 dúvidas comuns sobre o uso de máscaras durante a pandemia do Coronavírus


Muito já se falou sobre o uso de máscara nesses últimos meses, mas é sempre bom conferir se a usamos adequadamente. Por isso, reunimos aqui, 7 dúvidas comuns que as pessoas têm sobre esse assunto e compartilhamos com você as respostas de três dermatologistas. Esperamos que essas informações sejam úteis pra você!


Todos já sabem que, para passarmos em segurança por essa pandemia que aflige o mundo, devemos investir em algumas medidas de segurança, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, permanecer em isolamento social e evitar contato com outras pessoas. Porém, quando o assunto são as máscaras de proteção surgem muitas dúvidas: todos devem usar? Como devem ser usadas? Todos os tipos de máscara são eficientes? Como garantir sua eficácia? Para sanar essas e outras questões, reunimos um time de especialistas para esclarecer as informações mais importantes sobre o uso desses equipamentos de proteção. Confira:

1. Todos devem usar máscara? Sim! “Estudos mostraram que muitas pessoas são assintomáticas ao coronavírus, ou seja, podem ter e transmitir o vírus mesmo sem apresentarem nenhum sintoma. Além disso, descobriu-se que as micropartículas do coronavírus podem permanecer no ar por mais tempo do que se pensava”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff. A solução então é investir no uso das máscaras para nos mantermos protegidos.

2. Por quanto tempo posso usar a mascará antes de jogá-la fora? Depende do tipo. “Enquanto as máscaras cirúrgicas descartáveis devem ser jogadas fora após 4 horas de uso ou quando ficarem úmidas, as máscaras N95 têm duração de doze horas. Já as máscaras de tecido feitas em casa podem ser reutilizadas, desde que sejam devidamente lavadas com água quente e sabão após cada uso ou ao ficarem úmidas”, afirma a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif.

3. As máscaras de pano são realmente eficazes? Com certeza. Na verdade, o ideal é que a população em geral dê preferência ao uso das máscaras de pano no lugar das máscaras profissionais. “As máscaras cirúrgicas descartáveis e as máscaras N95 estão em falta e com preços altos, então devemos deixá-las disponíveis para os profissionais da saúde, que estão mais expostos ao vírus, e optar por fazer máscaras caseiras com tecidos de trama fechada. Existem muitos tutoriais na internet sobre como fabricá-las”, aconselha a Dra. Paola.



4. A barba impede a eficácia da máscara? Devo tirá-la? Os pelos faciais podem impedir a vedação adequada da máscara. Apesar disso, o dermatologista Dr. Jardis Volpe ressalta que ainda não existe uma recomendação dos órgãos sanitários para que homens retirem a barba. “No momento, não existe um consenso da comunidade científica sobre o assunto”, ressalta o médico. Isso não quer dizer, porém, que você não possa tomar alguns cuidados extras com relação à barba para evitar o contágio pelo coronavírus. “Neste momento, o ideal é que, se possível, você remova a barba por completo. É uma preocupação a menos. Mas caso você queira continuar com a barba, é fundamental tomar alguns cuidados, como aparar os pelos com frequência, mantê-los curtos e higienizar muito bem a região todos os dias”, recomenda a Dra. Paola Pomerantzeff.

5. Posso usar maquiagem por baixo da máscara? Não! “As sujidades da maquiagem que ficam acumuladas nas máscaras podem levar à diminuição da filtragem do ar, reduzindo sua eficácia na hora de impedir a passagem de agentes patógenos como o novo coronavírus”, alerta a Dra. Kédima. Por isso, o recomendado é que antes de usar a máscara, independentemente do tipo, você evite aplicar qualquer tipo de maquiagem na pele, seja pó, base, batom ou blush. “Porém, caso você se esqueça e utilize a máscara por cima da maquiagem, o ideal é descartá-la logo em seguida, salvo nos casos de máscaras caseiras de tecido, que devem ser lavadas.”

6. O uso de máscara me causa espinha. É normal? O que fazer? “O uso excessivo de máscaras pode, sim, causar acne, além de alergias, já que desidrata a pele e obstrui os poros. Por isso, é importante evitar ao máximo sair de casa para reduzir o uso desses equipamentos”, afirma a Dra. Paola. Porém, como eventualmente há a necessidade de romper o isolamento social e, nesses casos, o uso de máscara é imprescindível, o ideal para evitar tais problemas é apostar nos cuidados com a pele seguindo as orientações de seu dermatologista. “Comece realizando a higienização da face com sabonetes específicos para o seu tipo de pele, apostando nos sabonetes líquidos com ativos seborreguladores, caso sua pele seja oleosa, ou nos mousses de limpeza mais hidratantes, para peles secas”, recomenda. Logo depois, é indicada a tonificação da pele e, então, a hidratação. “Se a sua pele está mais sensível ou irritada devido às máscaras, utilize também antes do hidratante uma máscara (cosmética) com ativos calmantes. Aloe vera e alfa-bisabolol são boas opções”, diz a médica. Para finalizar, não se esqueça do uso do fotoprotetor, que deve ser aplicado e reaplicado mesmo dentro de casa.


7. Que outros cuidados devo tomar na hora de utilizar as máscaras? Além de tomar os cuidados citados acima, é importante também que você preste atenção ao manusear a máscara. “Para impedir a contaminação e garantir a eficácia do equipamento é fundamental que você se certifique que ele está cobrindo corretamente a boca e o nariz. Além disso, na hora de colocar e retirar a máscara, segure-a apenas pelas alças. Por fim, lembre-se de lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de cada uso”, finaliza a Dra. Kédima Nassif.

FONTE:

DRA. KÉDIMA NASSIF
Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

DRA. PAOLA POMERANTZEFF
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. www.clinicavolpe.com.br

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto produzido pelo O Avesso da Moda. Imagens divulgação. Todos os direitos reservados.] 

20/05/2020

viagens imaginárias do avesso: por que criamos isso durante a pandemia de covid-19 / coronavírus?


Não sabemos como é pra você, mas pra gente, durante este período de isolamento social devido à pandemia de coronavírus, não faz muito sentido criar publicações sobre "look do dia pra ficar em casa", "arrume-se mesmo durante a quarentena", "look pijama" ou "ideias de looks comfy"...

Olha só, nada contra quem produz ou vê sentido nesse tipo de conteúdo, mas é que, para nós, isso realmente não casa com nosso perfil e não vemos utilidade real para quem nos acompanha, neste momento de tantas lutas, sofrimentos e incertezas.

Por conta de nosso novo jeito de encarar a vida, encarando uma nova rotina e considerando toda a terrível questão de saúde pública, com a medida extremamente necessária do #FiqueEmCasa, resolvemos criar o "#ViagensImaginariasDoAvesso" que, se você acompanha nosso Instagram, já deve ter visto esse conteúdo por lá (não? bora: https://www.instagram.com/oavessodamoda/.



Já que não podemos viajar fisicamente - e tendo em vista que isso pode demorar bastante para voltar a acontecer - resolvemos viajar virtualmente, somente na imaginação, com destinos marcados a diferentes lugares de nosso Brasilzão, assim como a diversas regiões de outros países.



Pra transmitir essa ideia de "turismo", nada melhor do que poder contar com a arte, né? Como dizia Ferreira Gullar "A arte existe porque a vida não basta". Por isso, nossas fotos ganham intervenções digitais, que complementam nossos looks e invadem nosso imaginário.



Como base, a ideia principal é transmitir um pouco de paz, leveza e - por que não? - humor durante a quarentena. Não é questão de ignorar ou menosprezar essa doença gravíssima que é a covid-19, mas é uma tentativa simples e descontraída de oferecer um pouco de calma e entretenimento suave para nossas amigas e nossos amigos seguidores. 



Não é fugir da realidade: é deixá-la de lado por alguns minutinhos para tentar sentir-se melhor e, quem sabe, até uma forma de aliviar a pressão mental que todos vivemos atualmente.

Esperamos que você goste de todo o conteúdo que preparamos especialmente para você. Fica com a gente porque, no final das contas, esperamos muito que você consiga se divirtir um pouqquinho.

Vamos enfrentar esse período juntas/os?

Com carinho, Ana e Mirian

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens produzidos pelo O Avesso da Moda. Todos os direitos reservados.]

15/05/2020

5 dicas simples para começar a meditar em casa

Os efeitos benéficos da meditação no corpo e na mente já são conhecidos e comprovados mundialmente por meio de inúmeros estudos. "Ao meditar, nós saímos do piloto automático, trazemos a nossa atenção para o momento presente, acessando um lugar interno de mais tranquilidade e, sobretudo, ampliando a nossa capacidade de auto-observação e percepção do nosso mundo interno", explica Carla Barrichello, gerente da área de Ciências do Bem-Estar da Natura, e uma das idealizadoras do aplicativo Meditação Natura. 



Além de ajudar na redução do stress e da ansiedade, a meditação também tem efeitos comprovados na melhora da qualidade do sono, da concentração e da memória. Em tempos de incertezas, ansiedade e excesso de informação, como o que estamos vivendo no momento, a prática se torna ainda mais necessária. "Comece fazendo apenas cinco minutos por dia, no horário que for mais conveniente para você", sugere Carla. Aqui, ela compartilha outras dicas para quem quer começar a praticar:

Aposte em aplicativos de meditação guiada
Atualmente, há diversas opções de aplicativos, vídeos e sites com meditações guiadas. "Esses áudios são uma ótima aposta para quem nunca praticou, pois ajudam a manter a mente atenta, uma vez que a tendência é que ela se distraia com facilidade", diz Carla Barrichello. A Natura criou, em 2018, o aplicativo Meditação Natura (gratuito e disponível nos sistemas Android e iOS), que conta com um programa de treinamento de oito semanas, onde a ideia é que a prática seja realizada diariamente nesse período, sugestões de meditações guiadas rápidas de acordo com o seu objetivo naquele momento (como dormir melhor, ter atenção plena na respiração, lidar com a raiva, entre outros) e áudios com sons da natureza que levam ao relaxamento.

Descubra qual é o seu horário ideal para meditar
É comum ouvirmos dizer que o melhor horário para a meditação é o período da manhã, de preferência bem cedinho. Mas, assim como qualquer outra atividade, isso pode variar de pessoa para pessoa. "Para se manter fiel à prática e conseguir realizá-la com frequência, o importante é meditar no horário que se encaixa na sua rotina - seja ele de manhã, à tarde ou à noite", diz Carla.

Saia da cama
Para fazer a meditação, é preciso que o corpo esteja relaxado, porém, atento. Por isso, Carla aconselha realizar a prática na posição sentada, e de preferência fora da cama. O ideal é encontrar uma posição confortável, mas que permita que o corpo se mantenha desperto. Uma excelente forma é sentado em uma cadeira, com os pés apoiados no chão, ou sentado no chão com as costas apoiadas na parede ou no sofá, por exemplo.

Procure um local tranquilo
Pode ser o quarto, a sala, a varanda... o importante é que o ambiente que você escolher para meditar seja calmo, sem muito barulho, e só seu. "Avise as outras pessoas da casa que você está meditando para que elas não te interrompam ou convide a família para esse momento de pausa", sugere.

Foque na respiração
Ter dificuldade para diminuir o fluxo de pensamentos é normal. Por isso, a respiração é uma ferramenta importante para ocupar a sua mente e trazer a sua atenção sempre ao momento presente. "Quando se distrair, traga o foco para sua respiração: sinta o ar entrando e saindo pelas narinas, o movimento que o corpo faz na inspiração e na expiração, a temperatura do ar ao entrar e sair ...", completa.

Para saber tudo:
Natura
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Líder no setor de venda direta no Brasil, com mais de 1,7 milhão de consultoras, faz parte de Natura &Co, resultado da combinação entre as marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação BCorp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. É também a primeira empresa brasileira a conquistar o selo "The Leaping Bunny", concedido pela organização de proteção animal Cruelty Free International, em 2018, que atesta o compromisso da empresa com a não realização de testes em animais de seus produtos ou ingredientes. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Peru e Malásia, os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as Consultoras, por meio do e-commerce, app Natura, nas lojas próprias ou nas franquias "Aqui tem Natura". Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn,Facebook e Instagram.

14/05/2020

8 dúvidas comuns sobre cuidados de beleza durante a quarentena do coronavírus [dicas dos médicos]


Devido à pandemia do coronavírus, estamos passando por um período de isolamento social, o que faz com que vários de nossos hábitos rotineiros sofram alterações, levando, consequentemente, ao surgimento de uma série de dúvidas. 



Por exemplo, os aficionados por cuidados de beleza passam a questionar sobre como realizar sua rotina diária. Ainda há necessidade de aplicar protetor solar? Os cabelos devem ser mantidos presos? Os cosméticos podem ser contaminados? 

Para nos ajudar a tirar essas e outras dúvidas, um time de especialistas respondeu algumas perguntinhas. Olha só:

Preciso usar fotoprotetor mesmo dentro de casa?
Sim! Mesmo com as recomendações de isolamento social por conta do coronavírus, o uso do fotoprotetor dentro de casa é indispensável. "Isso por que, além da radiação UVA atravessar vidros e janelas, a luz visível emitida por dispositivos eletrônicos também pode causar danos à pele", explica a Dra. Paola Pomerantzeff. Então, aplique, diariamente, um protetor solar que deve ter FPS 30, no mínimo, e ser reaplicado a cada duas horas.



Em casa passo mais tempo no celular e computador. Como evitar o Tech Neck?
O uso constante de dispositivos eletrônicos pode favorecer o processo de envelhecimento do pescoço, levando ao surgimento de rugas na região. Esse problema é conhecido como tech neck e ocorre porque os movimentos musculares que realizamos com o pescoço para checar o celular e outros aparelhos produzem pequenas linhas que, com o passar do tempo, vão se acentuando, adquirindo o status de rugas e sulcos marcados. Mas a boa notícia é que é sim, possível, prevenir o problema. "Uma dica importante é, mesmo quando mexer nos dispositivos, manter a cabeça em um ângulo de 0º e a postura alinhada. O celular deve ser erguido na direção dos olhos. Além disso, lembre-se de estender os cuidados que você toma com o rosto para o pescoço e colo, utilizando sabonetes neutros, loções tônicas e séruns tensores formulados com ativos como hyaxel, ácido hialurônico e vitamina c.



Como realizar a rotina skincare se não devemos tocar a face?
Simplesmente lave bem suas mãos antes. A higienização com água e sabão, quando realizada corretamente, elimina de forma eficaz todos os tipos de germes e produtos químicos nas mãos, evitando que você fique doente. Mas para garantir que suas mãos estejam realmente limpas, lembre-se de realizar o processo por, no mínimo, 20 segundos.



O estresse desse período é prejudicial à pele?
Sim, pois o estresse aumenta a produção de radicais livres. Os radicais livres são as moléculas responsáveis pela oxidação e envelhecimento precoce das células, figurando entre os principais causadores de rugas e linhas de expressão. E não é apenas a pele que sofre com estresse, pois os hormônios liberados nesse processo também interferem no funcionamento do sistema imunológico e favorecem o acúmulo de gordura e celulite. Por isso, desestresse. Tente praticar meditação para esvaziar sua mente. Para quem está trabalhando em casa, vale a pena parar por 15 minutos a cada hora trabalhada para respirar, tomar um café ou simplesmente fechar os olhos. Após acabar de trabalhar, desligue seus neurônios. Cozinhe, faça exercícios físicos, brinque com seu filho, leia um bom livro, cuide da pele, qualquer coisa que o faça desconectar.



Preciso manter os cabelos presos todo o tempo?
A orientação de andar com os cabelos presos é voltada para os médicos que, geralmente, colocam a mão no cabelo e, em seguida, na máscara. Isso não quer dizer, porém, que você não possa tomar alguns cuidados extras em relação aos cabelos para evitar o contágio pelo coronavírus. Vale a pena manter os fios presos caso haja a necessidade de sair de casa, mas lembre-se de higienizá-los quando voltar. Além disso, preste muita atenção para não tocar nos fios caso suas mãos não estejam devidamente limpas.


Minhas mãos estão ressecadas por causa do álcool em gel. É normal? O que fazer? 
Devido à alta concentração de álcool em sua fórmula, o álcool em gel pode, sim, favorecer o ressecamento das mãos, principalmente porque a pele dessa região é naturalmente mais fina e possui menos glândulas sebáceas. Por isso, após o uso do álcool em gel, aplique um cosmético específico para as mãos, que deve ser formulado com ativos de alta propriedade hidratante, como ureia e ácido hialurônico. O mesmo vale para a higienização das mãos com água e sabão, já que quando realizada com frequência, o que é necessário nesse momento, também pode favorecer o ressecamento da região. Então, além de utilizar um hidratante para as mãos após lavar a região, vale a pena apostar no uso de sabonetes menos agressivos, dando preferência a fórmulas mais hidratantes.

Posso remover minhas cutículas em casa?
Não! Essa prática facilita a entrada de microrganismos que causam infecções, incluindo o coronavírus. Então, caso as cutículas te incomodem, o ideal é utilizar produtos que proporcionem hidratação e emoliência para manter as cutículas bonitas sem precisar retirá-las.



Cosméticos também podem ser contaminados pelo coronavírus?
As informações sobre a persistência do coronavírus em cosméticos ainda são escassas. No geral, os vírus não duram por um longo período de tempo fora do organismo, pois precisam de uma célula hospedeira para se replicarem. Mas estudos relatam que, dependendo da superfície, o coronavírus pode permanecer em atividade entre duas horas e três dias. Por isso, vale a pena tomar alguns cuidados para evitar a contaminação dos produtos de beleza. Por exemplo, caso você contraia o coronavírus, evite o uso de qualquer produto, bem como seu compartilhamento com os outros. Além disso, higienize com frequência as embalagens externas dos cosméticos, o que pode ser feito com álcool 70%, isopropílico ou detergente. Já o produto em si, uma vez contaminado, não deve ser tocado por alguns dias até que se torne seguro novamente, não havendo necessidade de jogá-lo fora. Isso se aplica principalmente aos cremes que, por terem menos álcool, são mais suscetíveis à contaminação. Já produtos com alto teor alcoólico, como tônicos, tornam o vírus inativo.



Estou tomando mais banhos para evitar contágio pelo vírus. Tem algum problema?
Sim. Primeiro é importante ressaltar que não há necessidade de aumentar a quantidade de banhos durante a pandemia do coronavírus. Para evitar o contágio, basta seguir as recomendações de segurança, higienizando as mãos com frequência, permanecendo em isolamento social, evitando o compartilhamento de utensílios pessoais e cobrindo a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Dito isso, tomar banhos em excesso pode ser, na verdade, prejudicial, principalmente agora no frio, quando tomamos banhos mais quentes. A água quente pode favorecer o ressecamento da pele, além de estimular a produção de oleosidade no couro cabeludo, causando o aparecimento de caspa e descamação.

Por fim, caso você ainda tenha alguma dúvida, o ideal é que você consulte seu médico, sem nem mesmo precisar sair de casa. No momento, grande parte dos médicos está realizando atendimentos on-line. A telemedicina é uma maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Através dela, é possível exercer teleorientação, que permite a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento à distância; telemonitoramento, que possibilita que sejam monitorados, de longe, parâmetros de saúde e/ou doença; e teleinterconsulta, que permite a troca de informações e opiniões exclusivamente entre médicos para auxílio diagnóstico ou terapêutico. O que é proposto são orientações gerais, recomendações de direcionamento ao hospital, solicitação de exames, emissão de atestados, troca de receitas, terapêutica simples e medidas de suporte em um momento que os pacientes estão com o acesso restrito aos serviços de saúde. Então, converse com seu médico.

FONTES:
DRA. CLAUDIA MARÇAL: Médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis - Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

DR. JARDIS VOLPE: Dermatologista: Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

DRA. ALINE LAMAITA: Cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a médica participa, na Universidade de Harvard, de cursos de pós-graduação que ensinam ferramentas para estimular mudanças no estilo de vida nos pacientes em prol da melhora da longevidade e qualidade de vida. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. http://www.alinelamaita.com.br/

DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA: Ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

DR. PAOLO RUBEZ: Cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland - EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. http://drpaolorubez.com.br/

DR. MÁRIO FARINAZZO: Cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br

LUISA SALDANHA: farmacêutica e diretora científica da Pharmapele.

20/04/2020

pra baixar grátis: manual criado pela secretaria de agricultura e abastecimento traz dicas para se proteger da covid-19/coronavírus


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento acabou de disponibilizar um manual com dicas para a gente se proteger contra a covid-19, não só a respeito de como lavar as mãos, mas também com dicas sobre o consumo de alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade, a se proteger caso precise sair à rua e o que fazer ao chegar em casa. 


Além disso, esse manual trata também sobre outra grande dúvida da população referente aos cuidados a serem tomados na compra e manipulação dos alimentos

O manual procura abordar essas questões de forma clara e com ilustrações que facilitam o entendimento.


"O Manual de Boas Práticas traz informações essenciais para que a população possa se proteger nesse momento delicado de isolamento social. Cuidar-se neste momento é um ato de amor e solidariedade não só pelas famílias e pessoas próximas, mas também por aqueles que continuam trabalhando em atividades essenciais como os produtores rurais e outros profissionais que garantem o abastecimento, a saúde e a segurança", afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira. 

Bora conferir, gente! Fiquem bem!

POR QUE PUBLICAMOS ESTE CONTEÚDO? SAIBA AQUI:

Para saber tudo: 
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo 
E-mail - saacomunica@sp.gov.br 

23/03/2020

doze verdades sobre o coronavírus: a médica ana carolina rocha esclarece sobre a covid-19

A médica Dra. Ana Carolina Rocha revela tudo o que os estudos apontam sobre a COVID-19 no momento


A COVID-19 é uma doença, e não o vírus a que todos chamam de coronavírus.
O vírus em si se chama SARS-Cov2, e é da família do coronavírus (a mesma daquele que gerou a endemia do SARS (Síndrome Respiratória Aguda) em 2004 e outras infecções respiratórias por outros tipos de coronavírus menos conhecidos).

O vírus pode permanecer em superfícies por até 9 dias, mas também sabemos que permanece no ar por até 3 horas
Pelo ar (gotículas de tosse ou espirro de pessoas infectadas), transmissão pessoa-pessoa e contato com superfícies contaminadas. Um estudo desse ano do Journal of Hospital Infection revelou que o vírus pode permanecer em superfícies por até 9 dias, mas também sabemos que permanece no ar por até 3 horas.

Um paciente assintomático, em um lugar fechado, irá fatalmente transmitir o vírus a muito mais pessoas do que a média estudada
Portanto, percebemos o quão complexo é manter um ambiente completamente asséptico: um paciente assintomático, em um lugar fechado, irá fatalmente transmitir o vírus a muito mais pessoas do que a média estudada (1 doente para cada 2,74 pessoas), bastando que fique ali algumas horas e outras pessoas circulem ali também. As partículas do vírus podem impregnar roupa e pele de pessoas próximas, mesmo que estas estejam usando máscaras.

O doente ou com suspeita de COVID-19, é quem deve usar a máscara (além dos profissionais de saúde na linha de frente), pois é ele que não pode permitir que gotículas de sua tosse ou espirro se disseminem. Do outro lado, as pessoas que tiverem partilhado ambiente com um infectado, mesmo tendo se afastado a mais de 1 metro, podem contrair a doença se encostarem em uma superfície tocada por ele e depois levando a mão à boca ou nariz, distraidamente.

86% dos pacientes não são diagnosticados
Sem falar que também contraímos a doença por assintomáticos, e este é o maior problema: 86% dos pacientes não são diagnosticados (justamente por serem a maioria assintomáticos e não chegarem a ser testados) e 79% das transmissões são por pacientes sem qualquer sintoma (revista Science, 2020).

50% dos casos não são diagnosticados
O epidemiologista de Oxford, Dr. Frazer, respaldado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que pelo menos 50% dos casos não são diagnosticados, e vão se multiplicar muito sem a detecção precoce, pois estes pacientes infectados circulam por aí contaminando as pessoas sem saber que é portador do SARS-Cov2 por até 4 semanas.

O período de incubação pode chegar a 27 dias
Embora o período de incubação mais frequente seja de 5 dias, ele pode ocorrer de 2 a 29 dias (poucos casos chegaram a 27 dias, e há um único caso em que os sintomas apareceram com 29 dias na China).

Percebam a dificuldade de descontaminarmos superfícies e o próprio ar de um local fechado após qualquer pessoa frequentá-lo, e daí a relevância de se fechar as portas do negócio, não existindo a possibilidade de manter o espaço integramente asséptico.

Os países que mais demoram a iniciar medidas de quarentena são os que primeiramente entram em falência do seu sistema de saúde
São também os que mais rápido se evolui para a morte. Embora a Itália e a China tenham nos ensinado isso, que a única tática de que dispomos para conter a progressão da incidência galopante da COVID-19 seja o isolamento social, países como EUA, França e Inglaterra demoraram a tomar medidas sérias contra o problema. Ontem tanto França como EUA decretaram não possuir insumos hospitalares o suficiente para lidar com a doença. Cientistas da Inglaterra, onde estão na segunda fase de contenção da epidemia incentivando o isolamento, orientam que, mesmo que não exijam um isolamento obrigatório agora, essa medida pode ser lançada mais à frente, como Itália, China e Espanha fizeram, no curso da pandemia. E orientam: melhor prepararmos a nação para momentos de maior ou menor isolamento pelos próximos 18 meses, que é quando devemos alcançar a vacina.

O grupo de risco não são apenas idosos
O que faz pessoas resistirem ao isolamento até hoje no Brasil, apesar de tantas informações mundiais assustadoras, como uma incidência de morte de quase 10mil, e quase 240mil pessoas diagnosticadas no mundo todo? Talvez excesso de otimismo e apego a notícias como as que o grupo de risco seria apenas o de idosos. Informações como estas já estão antigas, visto que a doença é dinâmica e estatísticas e dados científicos mudam o tempo todo. Hoje sabemos que também são grupo de risco não apenas pacientes com doenças respiratórias e/ou cardíacas de base, diabetes melitus e idosos, mas jovens que já possuam outra doença preliminarmente, sem sintomas e muitas vezes sem diagnóstico. Por isso vimos tantas mortes em pacientes jovens na França. Na Itália, onde não há mais leitos para todos os pacientes e a calamidade força as equipes médicas a escolherem quem tem mais chance de viver, privilegiando os jovens em detrimento dos pacientes acima de 80 anos (fonte: BBC), a mortalidade já pode chegar a 18% pela COVID-19.

Hoje a doença não é mais "importada", já se tornou comunitária na maioria dos países, onde os contaminados não fazem nem ideia de onde contraíram o vírus. Por isso o confinamento é importante e por isso a maioria dos países já fechou suas fronteiras há tempos. Mas, no momento em que as mortes começam a subir, o vírus já se tornou local e de transmissão contínua. Nos EUA, Itália, França e Espanha, os pacientes não fazem ideia de onde contraíram o vírus, tamanha a disseminação comunitária.

China, Irã e Europa foram os principais países que criaram 3 focos principais de contágio nos EUA. No Brasil a maioria dos contaminantes foram viajantes vindo da Europa, e não adianta fecharem apenas as fronteiras com países latino-americanos, se os demais continuam vindo...

Quais países estão no pico agora?
EUA, Suíça, Inglaterra, Irã (100 mortes/ dia), Alemanha, Espanha, Portugal, França, além de tudo o que estamos acompanhando na Itália (passam de 350 mortes/ dia). Somente a China, o Japão, Singapura, Hong Kong e Coreia do Sul estão reduzindo, sobretudo China e Coreia do Sul).

A Coreia do Sul é o país que mais testa os pacientes para o vírus no mundo, com estatísticas precisas de contágio. Lá as pessoas são testadas e monitoradas por GPS para que se mantenham isoladas caso testem positivo. Com medidas ágeis e de acurácia na detecção da doença, o país pôde acelerar os cuidados aos infectados e isolar de forma mais certeira os positivos do restante da comunidade, reduzindo a epidemia.

Outro motivo que atrasa o isolamento por parte de brasileiros é a "infodemia" concomitante à pandemia do coronavírus. No país onde se elegem políticos por fake news, todos os dias espalham novas e infundadas alegorias sobre a fonte ou finalidade "apocalíptica" da doença, que apenas confundem pessoas e atrasam medidas urgentes como o confinamento.

Essa pandemia não é uma arma biológica
Não há a menor possibilidade de esta pandemia ser uma arma biológica. Cientistas diversos do mundo já demonstraram que não se trata de algo criado em laboratório, inclusive o genoma e propriedades do vírus descartam essa possibilidade (segundo estudos de Richard Ebright, a professor de biologia química expert no assunto, da Rutgers University, e também outros cientistas britânicos). Fake news como estas não apenas confundem a população, como as distanciam de tomar medidas urgentes que podem, de fato, nos auxiliar a conter a incidência da doença, que é única e exclusivamente o confinamento.

Por que aparentemente a transmissão não parece tão alta no Brasil?
Alguns motivos:
Subnotificação: O Ministério da Saúde restringe os testes em caso de epidemia, somente testando o paciente após sua internação (e orientando a maioria dos sintomáticos a ficarem em casa diante de casos leves). Então nunca saberemos ao certo a real casuística no Brasil. Isso é preocupante, pois, se desprezamos a real incidência do problema, como vamos saná-lo? A incidência progride exponencialmente enquanto perdemos tempo cuidando de poucos doentes graves e não iniciando o tratamento em todos os casos necessários.

Um estudo aponta que, no Brasil, temos um atraso de, em média, 9 dias no ciclo de transmissão de uma pessoa dita saudável até que ela seja identificada como portadora com sintomas relevantes (e seja internada). A demora em testar esses pacientes permite que eles tenham circulado por uma ou mais unidades hospitalares disseminando o vírus, como temos visto em muitos países.

Antes de aparecer uma morte pelo vírus em uma determinada região, centenas de pessoas já estão contaminadas, assintomáticas, ou apresentando sintomas, de leves a moderados, e estão por aí, circulando.

Somente o confinamento pode conter o avanço da epidemia
Foi isso que a Itália e a China nos ensinaram, algo reforçado pelo conselho de medicina: somente o confinamento pode conter o avanço da epidemia.

Quando começam a ocorrer as mortes, o vírus já está instalado e se disseminando aritmeticamente no meio. Ainda tomando a China como exemplo, 86% das pessoas em Wuhan não foram diagnosticadas e estavam com o vírus, responsáveis por transmitirem 79% dos casos por lá, como a revista Science apurou.

"Eu suspendi minhas atividades na segunda-feira, dia 16/3, e não me arrependo. Muitas pessoas acham isso precoce, mas me senti literalmente impotente diante desta pandemia. Eu não me sinto capaz de ofertar um local 100% seguro para que pacientes circulem, mesmo reduzindo o atendimento a ¼. É ruim para a economia de todos, mas é necessário. E se o pico realmente for no final de abril (segundo epidemiologistas da Fiocruz), eu continuarei em casa protegendo a minha família e aos meus pacientes". Ana Carolina Rocha, médica e palestrante internacional com 11 trabalhos apresentados em diversos congressos, doutoranda pela UFG e fellow do Texas Institute of Dermatology, tendo ela dedicado 15 anos de sua carreira à saúde pública no Brasil.

FONTE: Dra Ana Carolina Rocha
CRM 25482 - DF
Graduada em Medicina pela Universidade Gama Filho-UGF (2002), em Dermatologia pela Academia Brasileira de Dermatologia - ABD com 4 pós-graduações, mestrado concluído e doutorado em curso junto à Universidade Federal de Goiás. Fellow internacional do Texas Institute of Dermatology - San Antonio - TX - EUA. Palestrante internacional e speaker Sinclair Pharma.

20/03/2020

coronavírus covid-19: especialistas comentam sobre confinamento e desespero coletivo

Os números são dados alarmantes e as notícias já tomam conta das políticas de saúde pública mundial e, naturalmente, invadem a cabeça de milhares de pessoas. Dr. Diego Tavares, psiquiatra e especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clínicas da FMUSP e o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr, de SP, comentam o desespero coletivo sob os aspectos da saúde mental. 



A ansiedade é uma emoção muito normal ao ser humano, e surge comumente ao se deparar com uma situação estressante, como a que o mundo vive agora diante de uma pandemia. "Quando há uma situação de ansiedade coletiva como essa que estamos vivenciando, isso é, várias pessoas preocupadas com um mesmo fato, as emoções e sentimentos podem ser potencializados e aflorados muito mais do que quando uma pessoa vive uma ansiedade sozinha, por exemplo", explica o médico. 

A ansiedade é muito próxima da preocupação, e a preocupação nada mais é do que um aspecto do medo, um temor de que as coisas piorem. "Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. No caso do coronavírus, a preocupação é válida como forma de prevenção da disseminação do vírus, entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero no tempo prolongado de ansiedade (a chamada ansiedade crônica) que aumenta o nível de tensão e o estresse interno e pode levar ao surgimento do medo específico ou até mesmo irreal e acarretar em outras doenças mentais mais graves", comenta. 

Essas crises, também chamadas de "ataque de ansiedade coletivo" produz o desconhecimento dos próprios sintomas. "Muitas vezes, quem sente essa ansiedade coletiva já provou dos mesmos sintomas durante uma simples entrevista de emprego, por exemplo, mas quando é compartilhada entre outras pessoas que estão com a mesma sensação e pelo mesmo motivo, reproduz ainda mais o medo e a inquietude", revela. 

Dr. Diego fala que é um ciclo vicioso. Se uma pessoa afetada começa a ter taquicardia, por exemplo, é provável que quem está do lado possa achar que está sofrendo um ataque do coração, por isso se assusta, aumenta a ansiedade e os quadros só pioram. "A chave para minimizar os ataques é reconhecer os sintomas para não ampliá-los e usar o momento para se proteger e resguardar", diz o médico. 

Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., o isolamento produzirá estados de humor que podem ser muito complicados, por isso que ponderar alternativas e olhar para os próprios sentimentos ajudarão para que emoções erradas não impulsionem ações desmedidas e com consequências nefastas. "É comum que os estados depressivos apareçam em poucos dias se instalando com o medo, a preocupação, o desamparo e a percepção de sermos incapazes. Nestas condições emocionais (medo, ansiedade constante, desamparo, depressão) teremos mais pessoas adoecendo fisicamente e, assim, mais resfriados e somatizações ocorrerão", alerta. 

Sentimentos como frustração e sensação de ser impedido de fazer o que se deseja fazer, acabam fazendo com que as pessoas busquem justificativas e respostas para o que ainda não temos e isso só aumentará as emoções negativas. "Agora é hora de quarentena de saúde física, portanto, individualmente, temos que cuidar de nossa saúde mental e preparar-nos para os próximos meses, quando precisaremos desenvolver as nossas capacidades pessoais de lidar com o desconhecido. É um bom exercício mental e emocional. Seremos fortes!", finaliza o psicólogo. 

FONTES: 

Dr. Diego Tavares 

Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB). http://drdiegotavarespsiquiatra.com/


Oswaldo M. Rodrigues Jr. 

Psicólogo formado pela UNIMARCO (1984); foi Secretário Geral e Tesoureiro da WAS - World Association for Sexology (2001-2005); Presidente da ABEIS - Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (2003-2005); dedica-se a tratar de problemas sexuais junto ao InPaSex - Instituto Paulista de Sexualidade - do qual é fundador e diretor. Autor de mais de 100 artigos científicos e mais de 35 livros, dentre eles: Parafilias (Ed. Zagodoni) Terapia da Sexualidade (2 vol., Ed. Zagodoni); editor chefe da Revista Terapia Sexual: clínica, pesquisa e aspectos psicossociais e co-coordenador do CEPES - Curso de Qualificação em Psicoterapia Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade. http://oswrod.psc.br/

POR QUE PUBLICAMOS ESTE CONTEÚDO? SAIBA AQUI: http://www.oavessodamoda.com/2020/03/nos-e-o-coronavirus-covid-19.html

nós e o coronavírus covid-19


Em um momento difícil como esse, em que enfrentamos a pandemia de coronavírus, COVID-19, achamos uma sorte e um privilégio poder contar com um blog, um canal no YouTube e com nossos perfis nas redes sociais, meios de comunicação que podem ser usados agora, de forma útil, para ajudar as pessoas.

Diariamente recebemos textos, vídeos e informações em geral sobre o andamento do combate ao COVID-19. Essas informações são enviadas por assessorias de imprensa e são provenientes de fontes confiáveis, seguras e especializadas e, como informação parada não serve pra nada, decidimos usar nosso espaço para compartilhar, também, esse tipo de conteúdo. Sem espaço para fake news! Tudo checado e assinado por profissionais da área da saúde.

Por isso, a partir de hoje, tudo que for recebido sobre o COVID-19 - repetindo: que chegue a nós de fonte segura -, será postado aqui n'O Avesso da Moda, pois assim, conseguiremos transformar nosso excelente número de acessos, em mais uma ferramenta de informação disponível para as pessoas.

Mas... as pautas de moda, beleza e entretenimento vão parar por aqui? Claro que não, gente! A mente também precisa de distração, né? O perfil de nossa programação continua igualzinho, somente vamos acrescentar um conteúdo que achamos ser de utilidade pública!

Temos certeza que essa "fase coronavírus" vai passar, mas ela pode passar ainda mais rápido se nos unirmos, mesmo que à distância (ou seja, dentro de nossas casas), e se fizermos "o bem sem olhar a quem".

Fiquem bem, fiquem em casa, lavem as mãos com água e sabão corretamente, durante 20 segundos; usem álcool gel; cubram a boca, ao tossir ou espirrar, com lenço ou com o antebraço; não compartilhem talheres, celulares, etc.; não toquem nos olhos, boca ou nariz; na hora de dizer "oi" ou "tchau", deixem de lado beijinhos, abraços e apertos de mão; e só compareçam ao hospital se sentirem falta de ar.

Combinado? 

Bjinhos cheios de amor, da Ana e da Mirian!💓


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