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07/12/2020

obras de arte no tênis e na roupa: parceria entre vans e moma apresenta coleção com calçados, camisetas, blusas e chapéus


Acho que não poderia existir melhor ideia do que reunir arte e tênis, ainda mais quando nomes como Pollock, Kandinsky, Dalí, Monet, entre outros, fazem parte do grupo.

Por todo esse amor que sinto pelas manifestações artísticas,de qualquer natureza, assim como pela moda, especialmente pela moda casual, descontraída, descontraída e confortável, é claro que não podia deixar de compartilhar, muuuuito, a nova coleção da Vans com o MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York, parada indispensável quando se está na cidade americana.


Assim, bora conferir tudo que a Vans dividiu com a gente sobre a collab? Vem!

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Com uma paixão compartilhada por inspirar a auto expressão criativa em todo o mundo, a Vans e o MoMA se juntam para apresentar uma coleção especial e completa de tênis, vestuário e acessórios. Os artistas homenageados pela união entre as duas entidades fundamentadas na arte refletem a diversidade da coleção do MoMA, com obras de arte de Claude Monet, Vasily Kandinsky, Salvador Dalí, Edvard Munch, Jackson Pollock, Lybov Popova e Faith Ringgold.

"O MoMA está orgulhoso de apresentar uma coleção colaborativa com a Vans, pois eles também têm um rico legado de apoio à expressão artística", adiciona Robin Sayetta, Diretor de Licenciamento e Parcerias do MoMA. "Buscamos um número limitado de colaborações de produtos, e o nosso objetivo é sempre de envolver um público mais amplo em combinação com a arte moderna. Estamos entusiasmados em alcançar os amantes da arte em todo o mundo por meio da rede global da Vans."

Inaugurando a cápsula dos artistas, a coleção Vans x MoMA apresenta Claude Monet, uma indiscutível força do movimento impressionista, que durante toda a sua vida documentou a constante mudança do campo francês em seu trabalho de paisagismo ao ar livre, concebido a partir de uma única inspiração: a observação da natureza. A série do pintor francês homenageia a sua icônica assinatura "Lírios D'Água, 1914-1926", uma obra feita nos últimos anos de Monet em sua casa na pequena cidade de Giverny, França, que foi cuidadosamente escolhida para customizar a primeira silhueta de Vans, o Authentic, além de revestir um boné, um moletom e uma mochila.






Vasily Kandinsky acreditava que tanto a cor quanto a forma evocavam o seu próprio poder e emoção, independentemente das imagens e objetos. Utilizando da impressão intitulada de "Orange, 1923", que Kandinsky fez enquanto lecionava na escola alemã de arte e design Bauhaus, as peças de vestuário e acessório celebram essa investigação em formas e sinais abstratos que estampam uma camiseta de manga curta, um moletom sem capuz e um boné.



Salvador Dalí se inspirou no subconsciente, nos sonhos e na imaginação em suas obras surrealistas que mesclam o real e o inventado. Uma de suas contribuições mais conhecidas, a obra "A Persistência da Memória, 1931" e o tom de azul que preenche o mostrador do relógio da pintura de Salvador Dalí foram escolhidos para desenvolver um moletom que celebra a criatividade do artista espanhol em combinação com o espírito "Off The Wall" da Vans.




A quarta apresentação foi profundamente baseada no impactante trabalho de Edvard Munch e de sua obra mais conhecida, "O Grito, 1895". Capturando o grito infinito da natureza e a angústia perpétua, uma versão impressa dessa pintura foi cuidadosamente incorporada em cada um dos painéis de lona do Vans Era, em um padrão sequencial que também pode ser encontrado na mochila Old Skool Backpack e em um moletom com capuz.




Jackson Pollock foi um dos principais pioneiros do movimento experimental "action painting", um processo criativo que consiste na técnica de gotejamento e despejamento de tinta nas superfícies das lonas brancas de uma forma física, expressando a sua criatividade de forma abstrata ao invés de ilustrá-la por desenhos. A obra "One: Number 31, 1950" de Pollock transformou completamente o modelo Authentic por meio de uma aplicação do padrão do artista americano sobre todo o cabedal e a vira da silhueta. Uma camiseta de manga curta e um boné camper também são tomados pelas gotas experimentais de Pollock.



Lybov Popova abordou a pintura como um ato de "construção" usando cor, linha e forma para criar um trabalho dimensional que expressasse o movimento e o dinamismo. Para a coleção Vans x MoMA, a obra "Sem título, 1917" foi a escolhida para estampar o modelo clássico Sk8-Hi, utilizando cada lado do cabedal para traduzir a visão vanguardista da artista, que é reforçada por um moletom sem capuz e uma camiseta de manga curta.




Para finalizar a série dos artistas, há Faith Ringgold, uma aclamada pintora, escritora, escultora, artista performática, educadora e ativista cujo todo o trabalho destaca suas experiências com o racismo e injustiça social. Os curadores da coleção Vans x MoMA trabalharam de maneira próxima e estreita com Ringgold para elevar a arte de sua obra "Woman Free Yourself, 1971", que traz as letras em negrito para o pé esquerdo do modelo Era, enquanto o pôster "Freedom Woman Now, 1971" assina o pé direito para formar o lema que foi convocado durante a prisão de Angela Davis. As palavras poderosas de Ringgold também são escritas e tangilibilizadas pelo chapéu bucket reversível e por uma camiseta de manga longa.



Uma segunda silhueta, dessa vez o modelo clássico slip-on, foi customizado a partir da primeira série de pinturas abstratas de Ringgold, "The Windows of the Wedding", desenvolvida na década de 1970. A frase "My mother said I’d have to work twice as hard to go half as far.", sendo traduzida em português para "Minha mãe disse que eu teria que trabalhar duas vezes mais para ir até a metade" que carrega a mensagem da incansável luta diária das mulheres e de Faith Ringgold por justiça foi minuciosamente estampada na vira do tênis na caligrafia da artista.






Há ainda uma variedade de tênis, vestuário e peças de acessórios assinados pela própria marca do Museu de Arte Moderna. Inspirado pelas contribuições da Vans para a arte e, principalmente, pela popularização da estampa Checkerboard na década de 1980, a coleção combina o icônico padrão da Vans com a identidade reimaginada, recém-expandida e colorida do Museu. O modelo ComfyCush Era e o ComfyCush Old Skool carregam as assinaturas da Vans e do MoMA bordadas nos calcanhares das silhuetas. Além disso, há uma camiseta uma camiseta boyfriend feminina, uma camiseta de manga longa masculina e uma sacola customizada pela identidade da colaboração.



Para despertar a criatividade e envolver as crianças com a arte, a coleção ainda apresenta uma linha exclusiva para crianças e bebês composta por cores e elementos que incentivam a interatividade e a ludicidade. A Vans trabalhou com os educadores do MoMA para desenvolver um slip-on composto por elementos que permitem às crianças customizarem os seus tênis, proporcionando uma experiência criativa prática e divertida. Já o modelo Old Skool oferece uma oportunidade de educar as crianças sobre a teoria da combinação das cores, por meio da apresentação da distinção entre as cores primárias e secundárias em sua construção. O modelo Old Skool para crianças e também para bebês recebe uma etiqueta especial constituída por uma roda de cores original com o intuito de educar os pequenos artistas sobre a teoria das cores.




De cair o queixo, né? Dizer que eu amei muito, ainda é dizer pouco!

Para saber tudo:

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens: divulgação. Todos os direitos reservados.]

29/06/2017

dica imperdível: exposição toulouse-lautrec em vermelho/masp


A convite do MASP, participamos do preview para imprensa de Toulouse-Lautrec em Vermelho, exposição que abre ao público amanhã e fica em cartaz até 1o. de outubro - viram no Stories? (https://www.instagram.com/oavessodamoda)


Obra: A Ruiva Numa Camisa Branca

Dizer que ela é incrível, é dizer pouco, já que é cheia de superlativos que a tornam imperdível: 

  • é a primeira exposição exclusivamente dedicada ao artista, em solo brasileiro, assim como é a maior dedicada a sua obra;
  • como o MASP possui várias obras de Toulouse-Lautrec, a expo foi concebida e produzida no Brasil, com obras que fazem parte de seu acervo, assim como com empréstimos importantes fornecidos por reconhecidas instituições de outros países;
  • São apresentados 75 itens, entre pinturas, gravuras, cartazes e correspondências.

Obra: O Divã

Para quem quer se situar a respeito do pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec, vale dizer que, rejeitado por seu pai, em virtude de sua baixa estatura, condição congênita proveniente do casamento de seus pais que eram primos, ele passou grande parte de seu tempo transitando, de dia ou de noite, por bordéis e cabarés parisienses, criando relações de amizade e confiança com os administradores e com os funcionários desses locais, o que acabou traduzindo um olhar de proximidade e intimidade com o tema em suas obras. É por isso que a vida noturna é tão explorada em seu trabalho.

Obra: Moulin de la Galette

As obras de Toulouse-Lautrec são peculiares e inovadoras em vários aspectos: conseguem captar e retratar o movimento do corpo e das roupas durante as danças (como no can-can, por exemplo), conseguem retratar a vida cotidiana dos espaços dedicados à prostituição, assim como conseguem incluir o observador como parte da cena da pintura.

Obra: Gaston Bonnefoy

Outro ponto legal de prestar atenção é na técnica de pinceladas rápidas que o artista imprime a suas telas, ou seja, a beleza de compor com "mil riscos" uma pintura, uma textura, uma ilusão...

Obra: A Condessa Adèle de Toulouse-Lautrec

Ah, vale dizer também que Toulouse-Lautrec é considerado pioneiro na produção de cartazes, que ele criava sob encomenda, destacando, principalmente, dançarinas e espetáculos que aconteciam em sua época.

Obra: La Goulue

Voltando ao MASP, Toulouse-Lautrec em Vermelho é formada por núcleos que transitam agrupados por mulheres, homens, vida noturna, o mundo dos cabarés e os cartazes. 

Apesar de ocupar apenas o segundo andar do Museu, vale a pena visitar a exposição com calma, para ler as curiosas legendas atribuídas a cada obra, assim como pra curtir a técnica do trabalho do artista, e ver suas pinceladas ágeis bem de pertinho.

Obra: Paul Viaud em almirante do século XVIII - considerada a última obra antes de sua morte

Para quem gosta - a gente ama! - o MASP lança no dia da abertura ao público, o catálogo bilíngue da exposição, com reproduções das obras e textos inéditos de especialistas da área, distribuídos em 408 páginas de papel couché - o catálogo sai por R$ 179.

Mas, agora, me conta: vai visitar a exposição? Fala aí!

Para saber tudo:
MASP
Site: link; Instagram: link.

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens produzidos pelo O Avesso da Moda. Todos os direitos reservados.]

01/06/2012

sandálias invisíveis (+Fashion Rio)


Na última edição do Fashion Rio, uma forte tendência, desfilada nos pés de marcas como Blue Man e Patachou, foi a transparência nos calçados, em acrílico e PVC, aliada a anabelas, elementos naturais, como a cortiça, e componentes metalizados.

© Zé TakahashiAg. Fotosite

© Zé TakahashiAg. Fotosite

© Zé TakahashiAg. Fotosite

Quando observei isso, assistindo aos desfiles, lembrei das "sandálias invisíveis" de Salvatore Ferragamo, lançadas no fim dos anos 40, que foram um verdadeiro fracasso

Sabe por que?

© Zé TakahashiAg. Fotosite

© Zé TakahashiAg. Fotosite

© Zé TakahashiAg. Fotosite

© Zé TakahashiAg. Fotosite

Durante a Segunda Guerra Mundial, havia restrição de muitos materiais, que eram usados para confecção de uniformes, paraquedas, etc. e não para produzir roupas e sapatos. Diante dessa escassez, Salvatore Ferragamo resolveu encarar o desafio de modo inusitado, usando celulose ou papel para fazer delicadas tiras de sandálias. 

© Museo Salvatore Ferragamo

© Museo Salvatore Ferragamo

Depois de terminada a guerra, em 1947, Ferragamo resolveu usar o fio de nylon, inspirado nas redes dos pescadores de Florença, para fazer uma sandália transparente, passando posteriormente para a ideia de um calçado que criasse a ilusão de ser invisível!

© Museo Salvatore Ferragamo



© Museo Salvatore Ferragamo


Influenciado pelo cubismo, conforme o ângulo da luz, o material criava uma impressão que fazia a sandália "desaparecer", permanecendo visível somente o salto, "flutuando" no ar.

Mas a criativa ideia não se reverteu em boas vendas. Conforme diz Linda O' Keefe, em seu livro Sapatos: "Ferragamo pensou que as mulheres se sentiam demasiado expostas ao calçar as sandálias, embora algumas dissessem que a razão para este fracasso era seu preço proibitivo. 

©The Metropolitan Museum of Art

Por que comprar um par de sandálias 'invisíveis', por 29,75 dólares, perguntava um artigo da revista Look, quando se pode comprar com esse dinheiro quatro toneladas de carvão? Mas talvez a engenhosa fantasia de Ferragamo fosse demasiado visionária e desconstrutivista para as mulheres do pós-guerra, que ansiavam por excesso e ornamentos".

Sem dúvida, era/é um tipo de calçado bastante "revelador" e, como brinca O' Keefe: "claro que um conjunto atraente só é possível com um pé bem feito e uma boa pedicure"!

E aí, você acha que as versões do Fashion Rio têm futuro? Usaria?



Bibliografia: O' Keeffe, Linda - Sapatos - H.F. Ullmann
Fonte das imagens: Museo Salvatore Ferragamo, The Metropolitan Museum of Art, Fashion Rio.

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto produzido pelo O Avesso da Moda. Imagens coletadas a partir das fontes acima citadas. Todos os direitos reservados.]

17/05/2012

jeans para todos os gostos!


Há algum tempo, a convite de nosso amigo Victor, conferimos a inauguração da loja de rua Estação Jeans, que como o próprio nome diz é dedicada ao jeanswear. A loja conta com peças bem bacanas e modernas, voltadas para o público feminino.

Apesar da forte concorrência das lojas localizadas nos diversos shoppings de São Paulo, é legal a gente perceber como algumas lojas de rua também contam com propostas bem interessantes.

Algumas imagens:








Aproveitando que jeans é a pauta do dia, sugerimos a visita à expo "Jeans - cotidiano e subversão", no recém-criado museu virtual, Museu da Indumentária e da Moda!


Bom passeio!

Para saber mais:
Estação Jeans - Rua Cel. Sezefredo Fagundes, 1980 - São Paulo - SP

Museu da Indumentária e da Moda: http://mimo.org.br/index2.htm

10/04/2011

El tiempo amarillo

Começou em março, no Museo del Traje, de Madri, a lindíssima exposição El tiempo amarillo, do curador Publio López Mondejár.

Funcionárias do estabelecimento fotográfico Foto Lux
Girona, 1929


Em pesquisa pelas "páginas amarelas", Publio observou os costumes e a evolução da sociedade espanhola por meio de imagens, garimpando momentos impressionantes e característicos de seu tempo.

Oficina de fabricação de sapatos, Madri, 2010
por García Alix

As 76 fotografias selecionadas apresentam uma sugestiva contemplação do tecido produtivo espanhol, de 1970 até hoje, com profissões novas, profissões que desapareceram devido ao aperfeiçoamento tecnológico e outras que evoluíram de modo expressivo.

Drag queen, 1998
por Isabel Muñoz

A expo fica em cartaz até 31 de maio de 2011. Para quem não está em Madri, uma boa opção é conferir o hotsite com o catálogo e os vídeos exclusivos.

Dr. Castroviejo, oftalmologista, 1974
por Alberto Schommer



Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e análise crítica produzidos pelo O Avesso da Moda. Imagens coletadas a partir da fonte acima citada. Todos os direitos reservados.]

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