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16/06/2020

conheça as dicas para manter sua pele a salvo da acne por conta do uso de máscara [dicas da médica] covid-19/coronavírus


É fato: o uso da máscara facial de proteção contra o coronavírus é obrigatório, é parte de nosso dia a dia e, levando em consideração as previsões de especialistas da área de saúde, é um item que teremos de usar por um bom tempo.

Com o uso constante, assim como devido à sensibilidade de cada pessoa, alguns problemas de pele ou alergias, podem ser surgir ou ser agravados, como é o caso da acne.



Para nos mostrar o melhor caminho a seguir para lidar com essa nova realidade, compartilhamos a seguir as informações fornecidas pela Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Vem!

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Muita coisa mudou desde o surgimento da pandemia do novo coronavírus. Afinal, como se trata de um vírus novo, é normal que as diretrizes transformem-se à medida que conseguimos mais informações. “A principal dessas mudanças é com relação ao uso da máscara, que agora deve ser usada por todos. Os estudos mostraram que muitas pessoas são assintomáticas, mas essas pessoas têm o vírus e o transmitem ao falar, mesmo sem nenhum sintoma. 

Como não sabemos se somos assintomáticos ou não, ao sair de casa, devemos usar máscara. Além disso, observou-se que o vírus pode permanecer no ar por mais tempo do que pensávamos. Portanto, no mercado, na farmácia ou em qualquer outro lugar podem estar essas “micropartículas” e, com a máscara, nos mantemos um pouco mais protegidos, além de evitar contaminar outras pessoas”, afirma a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

“Mas o ideal é que ninguém saia de casa, porque o uso excessivo dessas máscaras pode desidratar a pele, obstruir os poros, causar acne e até alergias, e como esses são problemas que geralmente nos fazem levar mais a mão ao rosto, é fundamental evitá-los”, acrescenta a dermatologista.

São três os principais tipos de máscara: as cirúrgicas descartáveis (com duração de 4h ou até ficarem úmidas); a n95 ou pff2 (que tem duração de 12h); e as máscaras de tecido (que devem ser trocadas ao ficar úmidas e têm a vantagem de serem reutilizáveis após lavagem com água e sabão). “O ideal é que ninguém compre máscaras desesperadamente, devemos deixar para os profissionais da saúde, que estão mais expostos ao vírus. 

"Existem vários tutoriais na internet de como montar a sua”, alerta a médica. “Mas em todos os casos, é necessário manter os cuidados com a pele para evitar problemas”, diz.

Para afastar o risco de desenvolver esses problemas de pele, o melhor a fazer é manter a rotina de cuidados orientada pelo seu dermatologista.

“Primeiramente, precisamos realizar a higienização do rosto com sabonetes específicos, dependendo do tipo de pele, de forma que quem sofre com a oleosidade, deve usar sabonete líquido com ativos seborreguladores; já as peles mais ressecadas precisam ser higienizadas com mousses de limpeza mais hidratantes”, afirma. 


Logo depois, é indicada a tonificação da pele e, então, a hidratação, que é fundamental, inclusive para peles oleosas. “Hidratar e regular a produção de oleosidade andam de mãos dadas. Ao manter a umidade com hidratantes, sua pele não precisa trabalhar tanto para produzir oleosidade. Mas lembra-se de usar produtos específicos e orientados pelo seu médico”, afirma a Dra. Paola. “Se a sua pele está mais sensível ou irritada, utilize antes do hidratante uma máscara (cosmética) com ativos calmantes: aloe vera e alfa-bisabolol são boas opções”, diz a médica. “E, para finalizar os cuidados durante o dia, mesmo dentro de casa, é necessário usar o fotoprotetor”, finaliza a médica.

DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens: divulgação. Todos os direitos reservados.]

28/05/2020

make-up free: como aproveitar a quarentena e conquistar uma pele linda sem maquiagem [dicas dos médicos]


Não dá pra negar que é muito bacana ver uma maquiagem bem feita, bonita e que valoriza as regiões mais marcantes do rosto de uma pessoa. 

Porém, acreditamos que muitas pessoas devem concordar que é um grande alívio, no fim do dia, poder tirar tudo da pele e ficar com aquela sensação gostosa de limpeza.



Por isso, apesar de este período de isolamento social não ser um período de férias, ele pode funcionar como uma boa pausa, uma boa oportunidade para colocar em prática uma rotina simples de skincare, que ajude a deixar a maquiagem de lado, mesmo que seja só por um pouquinho.

Para isso, compartilhamos a seguir o artigo dos dermatologistas, a Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia e o Dr. Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Mulheres que desejam abandonar a maquiagem podem aproveitar o isolamento social para investir pesado nos cuidados com a pele, em tratamentos cosméticos e nutracêuticos para realçar a luminosidade natural e uniformização da face 

Sair da casa sem um pouco de maquiagem, uma gota de corretivo ou mesmo uma base, é o anseio de muitas mulheres e, para quem está cumprindo o isolamento social, essa pode ser uma oportunidade para mudar alguns hábitos para, finalmente, se ver livre da maquiagem, conquistando uma pele linda e saudável. 



“Uma pele naturalmente bonita deve ser saudável e ter uma rotina de cuidados adequados a cada tipo, idade e época do ano. Independente da boa genética, bons hábitos de vida são pilares que promovem a beleza, saúde e longevidade. A alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, exercícios regulares, baixa ingestão de bebida alcoólica e evitar o tabagismo são fundamentais para a manutenção da beleza da pele, além do uso de fotoprotetores adequados, que são os princípios elementares para prover saúde ao nosso corpo como um todo e, isso, claramente inclui seu maior órgão: a pele”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. 

“O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito nesse processo de desistir das bases e pigmentos de uma vez por todas. Existem muitos procedimentos que ajudam a tratar rugas e flacidez, mas nesse momento, muitos dermocosméticos podem ajudar”, afirma o Dr. Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O primeiro passo nesse cuidado diário para abandonar a maquiagem é a limpeza. O rosto, pescoço e área do colo devem ser lavados de manhã e à noite para o controle da oleosidade, retirada da sujidade e das nanopartículas de poluentes que ficam aderidas à superfície da pele. “Os sabonetes devem ter pH próximo ao da pele, sem amidas, sulfas ou parabenos e, de preferência, que apresentem na formulação extratos puros naturais em alta concentração, como hamamélis, camomila, calêndula, aveia, malva, grapefruit, entre outros”, afirma a médica. 

Após lavar, o uso de um esfoliante, duas vezes por semana, é bem-vindo. “Ele deve conseguir retirar pequenas imperfeições do estrato córneo em mais de 50%, como remoção de asperezas e microcomedos que ficam depositados no ducto de saída das glândulas sebáceas”, explica o médico. 

A última etapa conclusiva do ritual de limpeza é a tonificação. “Apesar de sua nomenclatura "tônico", esses produtos, podem ser calmantes, hidratantes, antioxidantes e adstringentes”. Os tônicos têm o papel de recuperar também o pH da pele, além das funções já descritas.



Após lavar e tonificar pela manhã, é o momento de usar um sérum tensor com efeito lifting, hidratante, que promova ação antioxidante e de proteção à barreira cutânea.

A seguir, mesmo em casa, é fundamental o uso de fotoprotetor sempre acima de FPS 30 E PPD de 1/3 do total da proteção solar com ação anti UVA”, recomenda o médico. Fototipos mais claros devem aumentar a fotoproteção: FPS 50 no mínimo.

Outra dica é com relação ao tratamento noturno. Principalmente durante as épocas mais frias do ano, explica a Dra. Claudia, à noite é o momento de seguir a prescrição do dermatologista e utilizar compostos à base de vitamina A ácida, lanablue, progenitrix, overnight repair, alfa-hidroxiácidos e derivados associados a clareadores como hidroquinona, alfa arbutin, decapeptídeo e antioxidantes como o resveratrol a vitamina E e C, as antocianinas presentes nos frutos vermelhos, fatores de crescimento, dentre outras formulações específicas para cada caso, tipo de pele e idade. “O regime de tratamento utilizado é prescrito no receituário e pode variar de acordo com a necessidade da pele, o problema em questão, além do estilo de vida de cada paciente”, destaca a médica.

A dermatologista lembra que lábios e olhos devem ser tratados com cremes com boa espalhabilidade, que promovam a formação de filme na pele da região para maior proteção. “O produto para a região dos olhos deve ser usado duas vezes ao dia e a fórmula em questão adequada a cada idade com ação tensora, nutritiva, hidratante e capaz de melhorar a turgescência local, com hidratação e volumização”, conta. “Quanto aos lábios, para a hidratação das mucosas podemos utilizar substâncias emolientes como a manteiga de karité, a vitamina B5, a Vitamina E, ácido hialurônico, fosfolipídios e glicerina”, recomenda.


Mas nem tudo depende dos cremes, neste momento. Os nutracêuticos são fórmulas extremamente benéficas, que potencializam - e muito - a ação do tratamento tópico, explica a Dra. Claudia. “Eles atuam no combate aos radicais livres, ajudam a hidratar e recuperar a membrana de água e gordura sobre a pele, estimulam a elasticidade das fibras de colágeno e elastina, melhoram a perfusão para a microcirculação periférica, auxiliam na fotoimunoproteção do tecido cutâneo e são importantes no controle de patologias como melasma, dermatite atópica, rosácea e na melhora da condição estrutural de textura, coloração, tônus e viscoelasticidade”, destaca. “Estes produtos devem ser prescritos pelo especialista para cada caso clínico em questão.

Após a pandemia, os tratamentos em clínicas dermatológicas podem ajudar, com lasers e radiofrequências indicadas para resultados mais rápidos. 

FONTES:
*DR. ABDO SALOMÃO JR: Doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Professor universitário, Dr. Abdo Salomão Jr. ministra aulas nos principais congressos nacionais da especialidade. Além disso, já deu aulas na Austrália, Itália e Coréia do Sul. É uma referência em conhecimento de lasers e tecnologias para fins dermatológicos e estéticos. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior.

*DRA. CLAUDIA MARÇAL: É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP. 

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto produzido pelo O Avesso da Moda. Imagens divulgação. Todos os direitos reservados.]

22/05/2020

acne persistente: separamos 10 dicas para acabar de vez com esse problema [dicas da médica]

Quantas vezes (ou por quanto tempo) você já sofreu com a acne, principalmente aquela do tipo vai-e-volta? Pois é...

Pensando no tanto de coisas que já passei na vida com a acne - e apesar de, por sorte, essas situações não terem sido casos terríveis e difíceis de resolver, bastando para isso me dedicar a cuidados simples de limpeza, esfoliação, hidratação e protetor solar específicos para meu tipo de pele, que é bem oleosa - sei o quanto é possível sofrer com esse problema.

Além de ser uma doença que pode chegar até a doer ou a incomodar muito, ela atinge em cheio a autoestima, principalmente no período de maior vulnerabilidade emocional, ou seja, na adolescência.



Por tudo isso, acho bem bacana poder compartilhar por aqui, as dez dicas da Dra.Kédima Nassif, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que podem ser bem úteis na hora de lidar com essa doença. Vem!

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Espinhas são realmente muito desagradáveis: atrapalham esteticamente, causam dor e, muitas vezes, são insistentes e demoram a desaparecer. Você sente que já tentou de tudo, mas ainda não conseguiu se livrar delas? Pode ser que você não a esteja tratando da maneira correta. Por isso, a Dra. Kédima Nassif apresenta algumas dicas que vão ajudar a fazer o problema desaparecer - ou pelo menos, ajudar a diminuir sua intensidade:

1. Trate a acne por pelo menos 4 semanas
Muitas pessoas são imediatistas e acabam desistindo do tratamento em poucos dias ao ver que as espinhas não estão desaparecendo. É muito comum, por exemplo, a acne primeiro piorar – como reação compensatória do organismo – para depois melhorar. Além disso, evite ficar mudando de produto, pois o uso de vários produtos diferentes pode irritar a pele, causando novos problemas. Para notar eficiência, você deve manter um tratamento por, pelo menos, quatro semanas, que é o período que geralmente os efeitos de melhora começam a aparecer; eles podem levar até 2 meses. Após melhora significativa, é importante manter a pele bem cuidada para evitar o retorno da doença.



2. Ataque as diferentes causas
Se chegar ao fim da quarta semana e não notar nenhuma melhora, aí sim é hora de adicionar um segundo produto ao seu plano de tratamento. Essa abordagem pode ajudar a atacar as diferentes causas da acne, que podem ser: bactérias, entupimento dos poros, oleosidade e inflamação. Obviamente, o segundo tratamento deve atacar uma causa diferente da acne. Por exemplo, se você estiver usando um tratamento para acne que contenha peróxido de benzoíla, o segundo tratamento deve conter outro ingrediente para combater a acne. Algumas boas opções são os retinóides, que desobstruem os poros, aceleram a renovação celular e reduzem a oleosidade; o ácido salicílico, que combate a inflamação e o próprio peróxido de benzoíla, que tem ação secativa para combater a bactéria P.Acnes.



3. Siga as instruções dos produtos e do seu dermatologista
Embora o uso de um tratamento para acne possa parecer bastante direto, a quantidade de produto e a frequência com que você o utiliza pode fazer grande diferença, por isso é essencial seguir as instruções do produto e do seu médico.



4. Lave o rosto duas vezes ao dia e após o suor excessivo
A pele com tendência à acne é bastante sensível, logo, lavar mais de duas vezes ao dia pode causar irritação, provocando a acne. Nesse caso, o ideal é lavar o rosto logo ao acordar e antes de deitar para dormir. Fora isso, lave apenas após momentos de transpiração.



5. Use produtos de beleza que não causem acne
É necessário ler a embalagem e optar por rótulos que informam que o produto é não oleoso, não acnegênico, não comedogênico e que não obstrui os poros.



6. Não cutuque e nem estoure as espinhas e cravos
Estourar uma espinha pode parecer a maneira mais rápida de removê-la, mas só piora as coisas. Toda vez que você toca, pega ou espreme, acaba agravando a inflamação, além de deixar marcas na pele difíceis de remover.

7. Não esfregue a pele do rosto
Peles com tendência à acne são propensas a irritações, o que pode agravar o quadro. Lave seu rosto e as demais parte do corpo de maneira suave, sem esfregar as mãos e nem a toalha na hora da secagem.

8. Espalhe a medicação em toda a pele da região, não apenas nas erupções
A aplicação da medicação em uma camada fina, na pele com tendência à acne, ajuda a tratar as erupções existentes e a prevenir novos surtos.



9. Lave suas roupas, chapéus e outras coisas que tocam sua pele
Células mortas da pele, bactérias e sujeira se acumularão nas superfícies, o que causa entupimento dos poros. Por isso, lave tudo o que toca a sua pele. Uma dica valiosa é mudar seus lençóis toda semana e sua fronha duas ou três vezes por semana.



10. Procure ajuda dermatológica
Se o problema persistir mesmo após essas dicas, um dermatologista pode ajudar. Com os tratamentos atuais da acne e a experiência de um profissional capacitado, todos os casos de acne podem ser resolvidos. O dermatologista adaptará um plano de tratamento às necessidades exclusivas de cada paciente.



Para saber tudo:
DRA. KÉDIMA NASSIF, Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

14/05/2020

8 dúvidas comuns sobre cuidados de beleza durante a quarentena do coronavírus [dicas dos médicos]


Devido à pandemia do coronavírus, estamos passando por um período de isolamento social, o que faz com que vários de nossos hábitos rotineiros sofram alterações, levando, consequentemente, ao surgimento de uma série de dúvidas. 



Por exemplo, os aficionados por cuidados de beleza passam a questionar sobre como realizar sua rotina diária. Ainda há necessidade de aplicar protetor solar? Os cabelos devem ser mantidos presos? Os cosméticos podem ser contaminados? 

Para nos ajudar a tirar essas e outras dúvidas, um time de especialistas respondeu algumas perguntinhas. Olha só:

Preciso usar fotoprotetor mesmo dentro de casa?
Sim! Mesmo com as recomendações de isolamento social por conta do coronavírus, o uso do fotoprotetor dentro de casa é indispensável. "Isso por que, além da radiação UVA atravessar vidros e janelas, a luz visível emitida por dispositivos eletrônicos também pode causar danos à pele", explica a Dra. Paola Pomerantzeff. Então, aplique, diariamente, um protetor solar que deve ter FPS 30, no mínimo, e ser reaplicado a cada duas horas.



Em casa passo mais tempo no celular e computador. Como evitar o Tech Neck?
O uso constante de dispositivos eletrônicos pode favorecer o processo de envelhecimento do pescoço, levando ao surgimento de rugas na região. Esse problema é conhecido como tech neck e ocorre porque os movimentos musculares que realizamos com o pescoço para checar o celular e outros aparelhos produzem pequenas linhas que, com o passar do tempo, vão se acentuando, adquirindo o status de rugas e sulcos marcados. Mas a boa notícia é que é sim, possível, prevenir o problema. "Uma dica importante é, mesmo quando mexer nos dispositivos, manter a cabeça em um ângulo de 0º e a postura alinhada. O celular deve ser erguido na direção dos olhos. Além disso, lembre-se de estender os cuidados que você toma com o rosto para o pescoço e colo, utilizando sabonetes neutros, loções tônicas e séruns tensores formulados com ativos como hyaxel, ácido hialurônico e vitamina c.



Como realizar a rotina skincare se não devemos tocar a face?
Simplesmente lave bem suas mãos antes. A higienização com água e sabão, quando realizada corretamente, elimina de forma eficaz todos os tipos de germes e produtos químicos nas mãos, evitando que você fique doente. Mas para garantir que suas mãos estejam realmente limpas, lembre-se de realizar o processo por, no mínimo, 20 segundos.



O estresse desse período é prejudicial à pele?
Sim, pois o estresse aumenta a produção de radicais livres. Os radicais livres são as moléculas responsáveis pela oxidação e envelhecimento precoce das células, figurando entre os principais causadores de rugas e linhas de expressão. E não é apenas a pele que sofre com estresse, pois os hormônios liberados nesse processo também interferem no funcionamento do sistema imunológico e favorecem o acúmulo de gordura e celulite. Por isso, desestresse. Tente praticar meditação para esvaziar sua mente. Para quem está trabalhando em casa, vale a pena parar por 15 minutos a cada hora trabalhada para respirar, tomar um café ou simplesmente fechar os olhos. Após acabar de trabalhar, desligue seus neurônios. Cozinhe, faça exercícios físicos, brinque com seu filho, leia um bom livro, cuide da pele, qualquer coisa que o faça desconectar.



Preciso manter os cabelos presos todo o tempo?
A orientação de andar com os cabelos presos é voltada para os médicos que, geralmente, colocam a mão no cabelo e, em seguida, na máscara. Isso não quer dizer, porém, que você não possa tomar alguns cuidados extras em relação aos cabelos para evitar o contágio pelo coronavírus. Vale a pena manter os fios presos caso haja a necessidade de sair de casa, mas lembre-se de higienizá-los quando voltar. Além disso, preste muita atenção para não tocar nos fios caso suas mãos não estejam devidamente limpas.


Minhas mãos estão ressecadas por causa do álcool em gel. É normal? O que fazer? 
Devido à alta concentração de álcool em sua fórmula, o álcool em gel pode, sim, favorecer o ressecamento das mãos, principalmente porque a pele dessa região é naturalmente mais fina e possui menos glândulas sebáceas. Por isso, após o uso do álcool em gel, aplique um cosmético específico para as mãos, que deve ser formulado com ativos de alta propriedade hidratante, como ureia e ácido hialurônico. O mesmo vale para a higienização das mãos com água e sabão, já que quando realizada com frequência, o que é necessário nesse momento, também pode favorecer o ressecamento da região. Então, além de utilizar um hidratante para as mãos após lavar a região, vale a pena apostar no uso de sabonetes menos agressivos, dando preferência a fórmulas mais hidratantes.

Posso remover minhas cutículas em casa?
Não! Essa prática facilita a entrada de microrganismos que causam infecções, incluindo o coronavírus. Então, caso as cutículas te incomodem, o ideal é utilizar produtos que proporcionem hidratação e emoliência para manter as cutículas bonitas sem precisar retirá-las.



Cosméticos também podem ser contaminados pelo coronavírus?
As informações sobre a persistência do coronavírus em cosméticos ainda são escassas. No geral, os vírus não duram por um longo período de tempo fora do organismo, pois precisam de uma célula hospedeira para se replicarem. Mas estudos relatam que, dependendo da superfície, o coronavírus pode permanecer em atividade entre duas horas e três dias. Por isso, vale a pena tomar alguns cuidados para evitar a contaminação dos produtos de beleza. Por exemplo, caso você contraia o coronavírus, evite o uso de qualquer produto, bem como seu compartilhamento com os outros. Além disso, higienize com frequência as embalagens externas dos cosméticos, o que pode ser feito com álcool 70%, isopropílico ou detergente. Já o produto em si, uma vez contaminado, não deve ser tocado por alguns dias até que se torne seguro novamente, não havendo necessidade de jogá-lo fora. Isso se aplica principalmente aos cremes que, por terem menos álcool, são mais suscetíveis à contaminação. Já produtos com alto teor alcoólico, como tônicos, tornam o vírus inativo.



Estou tomando mais banhos para evitar contágio pelo vírus. Tem algum problema?
Sim. Primeiro é importante ressaltar que não há necessidade de aumentar a quantidade de banhos durante a pandemia do coronavírus. Para evitar o contágio, basta seguir as recomendações de segurança, higienizando as mãos com frequência, permanecendo em isolamento social, evitando o compartilhamento de utensílios pessoais e cobrindo a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Dito isso, tomar banhos em excesso pode ser, na verdade, prejudicial, principalmente agora no frio, quando tomamos banhos mais quentes. A água quente pode favorecer o ressecamento da pele, além de estimular a produção de oleosidade no couro cabeludo, causando o aparecimento de caspa e descamação.

Por fim, caso você ainda tenha alguma dúvida, o ideal é que você consulte seu médico, sem nem mesmo precisar sair de casa. No momento, grande parte dos médicos está realizando atendimentos on-line. A telemedicina é uma maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Através dela, é possível exercer teleorientação, que permite a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento à distância; telemonitoramento, que possibilita que sejam monitorados, de longe, parâmetros de saúde e/ou doença; e teleinterconsulta, que permite a troca de informações e opiniões exclusivamente entre médicos para auxílio diagnóstico ou terapêutico. O que é proposto são orientações gerais, recomendações de direcionamento ao hospital, solicitação de exames, emissão de atestados, troca de receitas, terapêutica simples e medidas de suporte em um momento que os pacientes estão com o acesso restrito aos serviços de saúde. Então, converse com seu médico.

FONTES:
DRA. CLAUDIA MARÇAL: Médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis - Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

DR. JARDIS VOLPE: Dermatologista: Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

DRA. ALINE LAMAITA: Cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a médica participa, na Universidade de Harvard, de cursos de pós-graduação que ensinam ferramentas para estimular mudanças no estilo de vida nos pacientes em prol da melhora da longevidade e qualidade de vida. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. http://www.alinelamaita.com.br/

DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA: Ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

DR. PAOLO RUBEZ: Cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland - EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. http://drpaolorubez.com.br/

DR. MÁRIO FARINAZZO: Cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br

LUISA SALDANHA: farmacêutica e diretora científica da Pharmapele.

27/04/2020

usar produtos de marcas diferentes pode ser prejudicial à pele do rosto?


Hoje as dicas por aqui são relacionadas a como cuidar de cada tipo de pele (oleosa, seca e mista) e também tirar algumas dúvidas sobre se podemos usar produtos de marcas diferentes em nossa rotina de cuidados com a pele. Vem conferir as informações que o Dr. Jardis Volpe nos passou.



Usar produtos de marcas diferentes
 pode ser prejudicial 
à pele do rosto?

Durante a rotina de skincare, é comum as pessoas misturarem alguns produtos no rosto com o objetivo de obter uma pele mais saudável, sem ter o conhecimento se isso pode ser benéfico ou não. O dermatologista Dr. Jardis Volpe esclarece as dúvidas e ainda explica como cuidar da pele oleosa, seca e mista.

As marcas de dermocosméticos, geralmente, costumam dizer que é errado mesclar produtos de linhas distintas para cuidar da pele facial. Segundo elas, investir em toda a linha da marca é essencial para a limpeza, esfoliação, tonificação e hidratação do rosto, pois os cosméticos são formulados para uma sequência. Mas isso é verdade ou uma estratégia de marketing? “Todas as marcas têm bons e maus produtos, é necessário prestar sempre atenção nas formulações, pois se todas as linhas oferecessem sabonetes livres de irritação e abrasão, tônicos sem grandes medidas de álcool e, principalmente, hidratantes sem conservantes, a exemplo do parabenos, essa ideia seria válida”, afirma o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Para o médico, é normal achar marcas com excelentes hidratantes e fotoprotetores inapropriados e também encontrar linhas de sabonetes que provocam irritação e máscaras com alta hidratação. “Tudo varia conforme a pele do paciente e da maneira como sua pele é tratada, sendo assim, é indispensável a presença de um dermatologista para a prescrição dos produtos”, afirma o Dr. Jardis.

As pessoas não se vestem com roupas de apenas um estilista ou só tomam remédios de uma indústria farmacêutica, então, o mesmo conceito pode ser aplicado aos produtos da pele, de acordo com o dermatologista. “Para uma rotina de skincare efetiva, é ideal fazer a seleção dos produtos que funcionem melhor e sejam necessários para o seu tipo de pele. Portanto, a mistura é muitas vezes importante”, conta.

Mas, então, qual produto é o certo para o rosto? O dermatologista dá a solução, de acordo com as características da pele:

PELE OLEOSA – Bem comum no Brasil, nesse tipo de pele estão presentes a acne, os poros dilatados e o brilho excessivo, além de uma aparência mais congestionada. “É a pele na qual os cravos aparecem com mais facilidade e há a produção de gordura em grandes quantidades, dificultando o controle do brilho facial”, afirma. Para essa pele, o sabonete deve ser de preferência líquido e utilizado de duas a três vezes ao dia. Logo em seguida, é usada uma loção tônica adstringente que pode conter até 5% de álcool, para não deixar o tecido irritado. “Essa pele precisa ser lavada e hidratada em sequência, com produtos oil control e que proporcionem o efeito mate. A falta de hidratação pode ocasionar o efeito rebote – que é quando a pele fica seca demais e, para compensar, o organismo repõe esse filme gorduroso com mais oleosidade. Os hidratantes, usualmente, são recomendados em séruns, loções oil free, oil control ou na forma de gel. No caso do filtro solar, ele deve ter um fator de proteção acima de 30 e ter um toque seco. Em relação à noite, a utilização de ácido retinoico e substâncias como peróxido de benzoíla podem ser essenciais em determinados casos.


PELE SECA - Tem como principal característica a dificuldade na produção de ácidos graxos ou ômegas, que são gorduras saudáveis para o corpo e que também formam a membrana hidrolipídica, revestindo o tecido e promovendo um aspecto mais luminoso. “A pele seca é conhecida por ser mais sensível, áspera e, às vezes, ter um tom muito avermelhado, apresentando também sinais de rugas mais precoces”, explica o médico. Geralmente, esfoliações não são aplicadas nessa pele, sendo tônicos com fator calmante e hidratante à base de aminoácidos, sem álcool, uma boa solução para esse problema. “Os hidratantes devem ser mais potentes, em meios mais repletos de lipídios. Eles também devem impedir que a água saia da pele e ter em sua fórmula alguns lipídios formadores da membrana hidrolipídica”, conta o médico. É fundamental para esse tipo de pele um creme próprio para a região dos olhos. “Após a hidratação da pele, é recomendado, depois de alguns minutos, passar diariamente o filtro solar, com FPS acima de 30 e de consistência mais cremosa”, explica Dr. Jardis. À noite, para complementar a limpeza e a tonificação, use hidratantes com maior poder nutritivo.

PELE MISTA – Há uma mescla entre oleosidade e ressecamento na pele, sendo a testa, o nariz e o queixo as áreas mais oleosas devido à presença das glândulas sebáceas. “Para a pele mista, deve ser feita uma higienização com o sabonete líquido e uma aplicação de loção tônica adstringente na região oleosa. Nas outras partes do rosto, a pele pode ser hidratada com loções mais suaves, séruns e produtos que conservam a água na pele”, diz o dermatologista. Nesse caso, a fotoproteção pode ser utilizada com os BB, CC creams ou, praticamente, um filtro solar sobre um bom hidratante. De noite, é aconselhável o paciente repetir o processo de lavagem de rosto e tonificação da pele, com atenção redobrada às regiões oleosas e, de acordo com a idade da pessoa, usar a vitamina C, o ácido retinoico ou outros produtos indicados pelo dermatologista.

FONTE:
DR. JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. 

14/04/2020

testei: creme reparador cicalfate/avène #oavessorecomenda


Esses dias experimentei o CREME REPARADOR CICALFATE da AVÈNE, já que de tanto lavar as mãos, minha pele sensível acabou descamando e até surgiram pequenas feridas. Por isso, comecei a usar esse creme e, como notei uma melhora na pele, vim correndo contar por aqui minha experiência com esse produto.



De acordo com a marca, Cicalfate é um creme reparador intensivo com ação antibacteriana. A atividade antimicrobiana dos sais de cobre e zinco foi combinada às propriedades regenerativas do sucralfato e ao efeito calmante e anti-inflamatório da Água Termal de Avène, favorecendo uma reparação completa da pele. É ideal para reparar as lesões e ativar o processo de cicatrização, acalmar as irritações cutâneas e proteger as lesões de infecções secundárias. Sua textura creme forma um filme na lesão, mantendo-a protegida e livre de infecções secundárias. É indicado para prevenção de assaduras, irritações cutâneas e coceiras, queimaduras solares leves, ressecamento intenso, zonas ásperas e pós-procedimentos dermatológicos.



MINHA EXPERIÊNCIA

Esse creme tem uma textura encorpada, mas quando a gente começa a aplicar na pele, ela vai se tornando mais fluida rapidamente e, por isso, é muito fácil de espalhar. 

O creme não é absorvido imediatamente, mas posso dizer que, por ter essa consistência mais encorpada, sua absorção é bem satisfatória. O que mais gosto é que, uma vez que o creme é absorvido, a pele fica muito macia, iluminada e NADA melequenta. Essa sensação de pele hidratada, na medida certa, é muito agradável.



Tenho usado esse creme principalmente nas mãos, como expliquei no início do post, devido às numerosas lavagens e, como minha pele está bem sensível, aplico nas pequenas feridas que surgem, principalmente, entre os dedos. Assim, percebi que minha pele melhorou muito! Uso somente nessas feridas mesmo e onde a pele está mais ressecada.




Aplico também nas cutículas, o que tem me ajudado bastante a mantê-las hidratadas e íntegras, sabe? Elas não descascam e nem levantam aquelas pelinhas chatas. 

Percebi que esse creminho tem mil e uma utilidades, por isso venho usando-o intensamente. Se sinto uma coceirinha incômoda, já passo um pouco do creme e sinto uma melhora rapidamente.

Acho que rende bastante porque a aplicação é pontual, então, não precisamos aplicar onde não é necessário, como se fosse um hidratante corporal.

Esse creme está disponível em embalagens de 40 ml e 15 ml, o que é bem prático pra carregar na bolsa e nécessaire.



Eu gostei bastante, pois dá pra sentir que ajuda muito a recuperar a pele sensibilizada. E você, também precisa e gosta de produtos assim? Conta pra mim nos comentários, vou adorar saber!

Para saber tudo
Preço sugerido: R$ 59,90 (40 ml) e R$ 29,90 (15 ml)



[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens produzidos pelo O Avesso da Moda. Todos os direitos reservados.]

26/03/2020

testei: creme para as mãos tangerina e cardamomo natura tododia


Agora que o "lavar de mãos" deve ser redobrado, nada melhor do que contar com um creminho de mãos agradável para evitar o ressecamento. Por isso, esses dias, resolvi usar o Creme Para as Mãos Tododia Tangerina e Cardamomo, da Natura.



De acordo com a marca, esse creme conta com uma combinação equilibrada de ingredientes naturais, com ação prebiótica, que alimenta e fortalece a flora da pele. A textura é leve e cremosa e deixa as mãos macias e hidratadas. Combate os radicais livres e o ressecamento. Indicado para todos os tipos de pele.

O que são prebióticos?

Tendência forte e crescente na indústria da beleza, os prebióticos chegaram para transformar – e aperfeiçoar – sua rotina de cuidados com a pele! Responsáveis por estimular o crescimento de bactérias benéficas para a saúde da pele, eles aumentam a resistência contra diversos agressores externos, como microrganismos que podem causar doenças, assim como reforçam a barreira cutânea, aumentando a proteção contra as variações ambientais.



Se você quiser saber mais sobre o assunto, deixo o link do blog da Natura, onde está tudo bem explicado: PREBIÓTICOS: CONHEÇA O INGREDIENTE DA VEZ PARA O TRATAMENTO DA PELE.

MINHA EXPERIÊNCIA

Achei que este creme tem uma consistência bem leve e dá pra espalhá-lo super bem. Assim que a gente o passa, imediatamente dá para seu toque aveludado, bem agradável e confortável. Gostei da sensação aquosa e fresca que ele deixa na pele, logo na aplicação. Não deixa as mãos melequentas e nem tampouco com aquela sensação pegajosa. A absorção é bem rápida e dá pra sentir que o creme fica nas mãos até a próxima lavagem.


Achei estranha essa embalagem, o rótulo fica ao contrário!

O cheirinho é suave, nada enjoativo e, ao contrário do que a marca diz, não senti muito a fragrância cítrica, mas, sim, um aroma fresco e levemente, olha só levemente, doce. Como disse, o cheiro é bem suave, por isso, acredito que não vá incomodar muito quem tem rinite, por exemplo.


Com o uso frequente desse creme, percebi que minha pele ficou muito bonita, macia, iluminada e até mais lisinha em certas áreas. Adorei o resultado!

Vi que além desse creme, a Natura lançou também outros cremes para as mãos com proteção solar e prebióticos. Quero muito experimentar, porque as mãos ficam super expostas ao sol, né?


Nem preciso dizer que adoro essa sustentabilidade da Natura!

E você, como cuida das mãos? Além de álcool gel, tem usado algum produto para evitar o ressecamento? Conta pra mim nos comentários, vou adorar saber!

Para saber tudo:
Preço sugerido: R$ 15,20 (50 ml). Vi que no site tá indisponível, não sei se vai voltar. Que pena!


Natura
Compre em nossa lojinha na Rede Natura: link
Site da Natura: www.natura.com.br

[©Conteúdo protegido por direitos autorais. Texto e imagens produzidos pelo O Avesso da Moda. Todos os direitos reservados.]

29/01/2020

perguntas e respostas sobre tudo que você precisa saber para evitar os danos do sol na pele


Hoje a gente reuniu, neste post, algumas perguntas e respostas sobre os cuidados que devemos ter quando falamos em fotoproteção. No verão estamos muito mais expostos ao raios solares, já que todo mundo quer aproveitar uma praia/piscina, além de outras atividades ao ar livre. 

Tudo isso é muito bom, mas claro que não devemos abrir mão dos cuidados com a pele, né? Vamos levar a proteção solar a sério e com responsabilidade? Combinado? 

Pra nos ajudar a saber ainda mais sobre como podemos nos proteger, vem conferir as informações do Dr. Jardis Volpe sobre as melhores práticas para evitar os danos do sol na pele.


Perguntas e respostas sobre tudo
 que você precisa saber para
 evitar os danos do sol na pele

Em perguntas e respostas, médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca os principais pontos para 
evitar que a radiação UVA e UVB comprometa a saúde da sua pele
Se você sabe da importância da fotoproteção diária, mas ainda tem uma série de dúvidas, preparamos um guia de perguntas e respostas para tornar tudo mais claro. O dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explica abaixo, tim-tim-por-tim-tim, o que você precisa saber sobre fotoproteção:

Quem precisa de protetor solar?

Todos. “O uso de protetor solar pode ajudar a prevenir o câncer de pele, protegendo contra os raios ultravioleta nocivos do sol. Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, independentemente da idade, sexo ou raça”, afirma o dermatologista.

Que filtro solar devo usar?

Para proteger sua pele dos raios nocivos do sol, você deve usar um protetor solar que ofereça, no mínimo, FPS 30, proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água. “Nem todos os protetores oferecem esses três itens essenciais. Geralmente, os fotoprotetores que diminuem os danos provenientes do sol são formulados com antioxidantes específicos”, afirma o dermatologista.

Quando devo usar protetor solar?

Todos os dias. “O sol emite raios UV nocivos durante todo o ano. Mesmo em dias nublados, até 80% dos raios UV nocivos podem penetrar na sua pele. A areia, a água e até mesmo a neve aumentam a necessidade de filtro solar porque refletem os raios do sol”, diz o dermatologista. Se estiver na praia, mesmo embaixo do guarda-sol, o uso do produto é recomendado: “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol, por exemplo, não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8”.

Quanto protetor solar devo usar e com que frequência devo aplicá-lo?

“Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta. No caso do corpo, o consenso é aplicar: uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (1 para a frente e 1 para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás).

Qual a diferença entre os raios UVA e UVB?

A luz solar consiste em dois tipos de raios nocivos que atingem a terra: raios UVA e raios UVB. A superexposição a um dos dois pode levar ao câncer de pele. “Os raios UVA podem envelhecer prematuramente a sua pele, causando rugas e manchas senis, e podem atravessar o vidro da janela. Já os raios UVB são a principal causa de queimaduras solares e são bloqueados pelo vidro da janela”, diz. Definitivamente, o dermatologista faz um alerta: “Não há maneira segura de se bronzear. Toda vez que você se bronzeia, você danifica sua pele. À medida que esse dano aumenta, você acelera o envelhecimento da pele e aumenta o risco de todos os tipos de câncer de pele.”

Que tipo de protetor solar devo usar?

O melhor tipo de filtro solar é aquele mais adequado ao seu tipo de pele e que você vai poder repassar sem sentir a pele oleosa ou seca demais. “No geral, os cremes são mais indicados para as peles secas, enquanto os géis são indicados para peles oleosas”.



Qual é a diferença entre filtros solares químicos e físicos?

Os filtros solares químicos funcionam como uma esponja, absorvendo os raios do sol. Eles contêm um ou mais dos seguintes ingredientes ativos: oxibenzona, avobenzona, octisalato, octocrileno, homosalato e octinoxato. Estas formulações tendem a ser mais fáceis de esfregar na pele sem deixar um resíduo branco. “Já os filtros solares físicos funcionam como um escudo, uma barreira de tijolos na superfície de sua pele e que desviam os raios do sol. Eles contêm os ingredientes ativos óxido de zinco e/ou dióxido de titânio. Opte por este protetor solar se tiver pele sensível. O ideal é que tenha os dois tipos de proteção.”

Um FPS de alto número é melhor que um número baixo?

Dermatologistas recomendam usar um filtro solar com um FPS de pelo menos 30, que bloqueia 97% dos raios UVB do sol. “Produtos com FPS mais altos bloqueiam um pouco mais dos raios UVB do sol, mas nenhum protetor solar pode bloquear 100% dos raios UVB do sol”, afirma.

Como posso proteger meu bebê ou criança do sol?

Segundo o médico, os pais devem evitar expor bebês menores de 6 meses aos raios solares. “A melhor maneira de proteger os bebês do sol é mantê-los à sombra o máximo possível, além de vesti-los com mangas compridas, calças, chapéu de abas largas e óculos escuros. Certifique-se também de que eles não estão sobreaquecidos. Se o seu bebê está agitado, está chorando excessivamente ou tem vermelhidão em qualquer pele exposta, leve-o para dentro de casa”, afirma. O uso de protetor solar deve ser evitado, se possível, em bebês com menos de 6 meses. Após esse período, é necessário usar protetores especialmente desenvolvidos para crianças. Quando estiver ao ar livre, o protetor solar deve ser reaplicado aproximadamente a cada duas horas, ou com a frequência indicada pelo rótulo. “Protetores solares que usam os ingredientes óxido de zinco ou dióxido de titânio, ou filtros solares especiais feitos para bebês ou crianças pequenas, podem causar menos irritação na pele”, diz.



Posso usar o protetor solar que comprei no verão passado ou preciso renovar?

Dermatologistas recomendam usar protetor solar todos os dias quando você está fora, não apenas durante o verão. Se você estiver usando protetor solar todos os dias e na quantidade correta, um produto não deve durar muito. “Se você encontrar uma garrafa de protetor solar que você não usa há algum tempo, aqui estão algumas orientações que você pode seguir: alguns filtros solares incluem uma data de validade. Se a data de validade já passou, jogue fora o protetor solar; se você comprar um protetor solar que não tenha uma data de validade, escreva a data em que comprou o filtro solar na embalagem. Dessa forma, você saberá quando jogá-lo fora pelo prazo após aberto. Você também pode procurar por sinais visíveis de que o filtro solar pode não ser eficiente. Qualquer mudança óbvia na cor ou consistência do produto significa que é hora de comprar outro”, explica.

Usar protetor solar limitará a quantidade de vitamina D?

Usar protetor solar pode diminuir a produção de vitamina D da sua pele. Se você está preocupado que não está recebendo vitamina D suficiente, você deve discutir suas opções para obter vitamina D com seu médico. “Muitas pessoas podem obter a vitamina D de alimentos e/ou suplementos vitamínicos. Essa abordagem fornece a vitamina D de que você precisa sem aumentar o risco de câncer de pele.”

Os protetores solares são seguros?

Usar filtro solar, procurar sombra e usar roupas de proteção são todos comportamentos importantes para reduzir o risco de câncer de pele. “Evidências científicas apoiam os benefícios do uso de filtro solar para minimizar os danos a curto e longo prazo da pele dos raios solares. As alegações de que os ingredientes da proteção solar são tóxicos ou que representam um perigo para a saúde humana não foram comprovadas.”

Como faço para tratar uma queimadura solar?

É importante começar a tratar uma queimadura o mais cedo possível. Além de impedir mais exposição aos raios UV, os dermatologistas recomendam o tratamento de queimaduras solares com banhos frios para reduzir o calor; hidratante para ajudar a aliviar o desconforto causado pelo ressecamento; creme de hidrocortisona que você pode comprar sem receita médica para ajudar a aliviar o desconforto; aspirina ou ibuprofeno, que ajudam a reduzir o inchaço, vermelhidão e desconforto; beber água extra para evitar a desidratação. “Se a sua pele estiver com bolhas, você terá uma queimadura de segundo grau. É hora de buscar ajuda médica”, finaliza.

FONTE:

DR. JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. www.clinicavolpe.com.br

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